Victor Ferraz diz que estratégia funcionou, mas não será mantida

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Para Victor Ferraz, Santos mostrou que tem repertório ao mudar estilo de jogo na final do Paulista (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Para Victor Ferraz, Santos mostrou que tem repertório ao mudar estilo de jogo na final do Paulista (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Para Victor Ferraz, Santos mostrou que tem repertório ao mudar estilo de jogo na final do Paulista (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Santos resolveu aproximar suas linhas e aguardar o Audax na intermediária ofensiva na primeira final do Campeonato Paulista, disputada em Osasco. Dessa forma, a equipe perdeu posse de bola, mas criou mais situações de gol. No fim, 1 a 1 e decisão de título na Vila Belmiro. E a mudança de cenário causou dúvidas sobre como o Peixe se comportaria diante de seu torcedor. Mas, não teve jeito. O estilo de jogo do Audax fez com que Dorival Júnior repetisse a estratégia. Dessa vez, entretanto, o sofrimento foi ainda maior.

“É assim: A gente montou essa estratégia. Tudo que aconteceu ali foi pensado. Claro que a gente gostaria de passar mais tempo com a bola. Mas, nem sempre as coisas funcionam como a gente programa. Esse jogo foi um retrato de que nosso time não vence só na técnica, na ousadia. Quando tem que jogar com o coração, com garra, a gente sabe jogar assim também”, explicou Victor Ferraz.

O gol de Ricardo Oliveira aos 44 minutos do primeiro tempo em um contra-ataque mortal decidiu o confronto e o campeão. Mas, ainda no vestiário, no intervalo do jogo, os jogadores do Peixe tinham ciência de que as coisas não estavam funcionando.

“A gente estava incomodado, porque a gente sabia que eles iam ter mais tempo de bola. Mas, queríamos ter um pouco mais. Foi um jogo diferente, porque, na Vila Belmiro, a gente é acostumado a ser o dono do jogo, a pressionar, e a gente se viu acuado”, admitiu o lateral direito.

Victor Ferraz só não gostou de ouvir que a conquista santista acabou sendo injusta, por tudo que o Audax fez na Vila. Os 67% de posse de bola, as duas bolas na trave e o fato de ter colocado os 11 jogadores do Peixe atrás da própria intermediária defensiva fizeram com que o Audax, para muitos, fosse visto como merecedor do título.

“A estratégia era não tomar gol, porque a gente sabia que, com jogadores decisivos que a gente tem, uma hora eles iam fazer. Aconteceu e a gente fica muito feliz porque deu certo”, esclareceu um dos líderes do Santos. “Não é o que a gente quer daqui para frente, quero deixar bem claro. A gente quer ir para cima. Mas, às vezes não dá. Foi o que aconteceu. Não deu, mas fomos campeões, que é o que interessa”, resumiu.

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