Aos poucos, Valencia vai retomando a rotina normal de um jogador de futebol no Santos. Após sete meses no departamento médico se recuperando de uma cirurgia para reconstruir o ligamento cruzado anterior do seu joelho direito, o volante colombiano já tem trabalho a parte física e deve ser liberado para treinar com bola ainda esta semana. Nesta terça, Valencia voltou à sala de imprensa do CT Rei Pelé e mostrou que a lesão não o abalou.
“A parte física estou fazendo com o grupo. Falta a liberação do doutor que fez a cirurgia para fazer trabalhos com bola. Quinta-feira vou para São Paulo. Ele vai me examinar e vai dar a liberação para fazer o trabalho junto com o grupo”, explicou o jogador de 30 anos.
Mesmo lesionado, Valencia teve seu contrato renovado no fim do ano passado. Mesmo assim, o volante não se disse surpreso com a ‘segunda chance’ de mostrar seu valor no Peixe.
"Não fiquei (surpreso). Se você for pesquisar, vai ver que quando um jogador se machuca, por lei, pode renovar. Porque, enquanto estou machucado, quem paga meu salário é o Santos, mas a Federação da Colômbia dá o dinheiro para o clube. Então, o Santos não gasta com o Valencia. O clube não tem prejuízo nenhum", contou, lembrando que sua lesão ocorreu em uma partida pela sua Seleção, na Copa América do ano passado.
Com Valencia de volta, assim como Alison, que também ficou sete meses afastado para tratar de uma cirurgia no joelho, a concorrência no setor de meio de campo promete ser acirrada, já que Renato e Thiago Maia terminaram o ano em alta. Mas, para o colombiano, o curioso é o fato do clube ter adquirido respeito sem mexer no elenco.
“É engraçado. No ano passado o time estava desacreditado. Aos poucos, foi crescendo, foi campeão Paulista, chegou na final da Copa do Brasil, brigou no Brasileirão. Agora, não. Com os mesmo jogadores, o lema é diferente e podemos ser campeões”, disse o jogador, antes de explicar sua indiferença para a forma como a equipe será tratada à parti de agora.
“Sou tranquilo com isso, porque um dia falam mal de você, mas você tem a oportunidade de entrar em campo e mudar tudo para o outro dia. Para mim, tanto faz. Já tenho 30 anos, vivi muita coisa no futebol. O importante é estar focado no trabalho”, finalizou.
