Dorival Júnior chegou ao Santos com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O Peixe vivia uma situação aflitiva e o receio pelo pior fez com que a diretoria ‘desistisse’ de Marcelo Fernandes, então campeão paulista com a equipe no primeiro semestre. Menos de três meses depois, o clube pode ter uma semana que retrata bem esta redenção. Nesta quinta, o confronto contra o Figueirense, às 21 horas, no Pacaembu, pode colocar o alvinegro praiano entre os semifinalistas da Copa do Brasil. E, no domingo, na Vila Belmiro, vem a chance de entrar no G4 do Campeonato Brasileiro depois de 186 rodadas, um recorde nacional entre os clubes da Série A (com exceção ao Joinville, que subiu este ano). O técnico admite o momento especial, mas, se mostra calejado com as circunstâncias do futebol.
“Tem um significado, sim. Mas, particular. Nada além disso. O maior resultado de tudo isso é a resposta do grupo, do elenco. Até porque é um trabalho coletivo, e não do Dorival. É natural que eu fique feliz com o momento, mas nada que extrapole essa situação. Até porque entendo bem o futebol, e as coisas mudam muito. Não tem um palmo de distância entre o céu e o inferno na minha profissão. Chegar é uma coisa, se manter é outra. Espero que estejamos correndo em paralelo”, explicou.
Mesmo com a chegada de Dorival Jr, Marcelo Fernandes e Serginho Chulapa seguiram na comissão técnica santista (Foto: Ivan Storti)
Dificuldades para conseguir os resultados positivos não têm faltado. Os problemas com desfalques, seja por lesão ou suspensão, têm colocado o elenco santista e as habilidades de Dorival à prova.
“O ideal seria contar com todos os jogadores. Há muitas rodadas que não conseguimos colocar o grupo em condições. Já aconteceu com outras equipes, o prejuízo é grande. Os que estão entrando, por outro lado, estão dando uma resposta muito boa”, avaliou, sem deixar de mais uma vez fazer sua crítica ao calendário brasileiro.
“É difícil. Toda lesão muscular presume-se excesso de jogos. Isso tem acontecido com muitas equipes. O Santos tem levado de maneira econômica, se assim podemos colocar”.
Nesta quinta, no duelo de volta contra o Figueirense, a ausência sentida é a de Lucas Lima, que acabou tendo uma lesão constatada no início da semana.
“Perdemos Geuvânio por um mês. Espero que com o Lucas seja rápido. Espero que possa contar com ele o quanto antes. O Geuvânio vinha acrescentando ao grupo. São faltas consideráveis em um momento de crescimento do Santos”, lamentou Dorival.
Além dos dois jogadores citados, Victor Ferraz também se transformou em dúvida para o confronto pela Copa do Brasil. Com dores na coluna, o lateral direito não treinou nesta quarta e será examinado poucas horas antes da bola rolar. Caso não tenha condições de jogo, Daniel Guedes será escalado.