STJD nega pedido do Santos para anular jogo contra o Coritiba

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Foto por NELSON ALMEIDA / AFP

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou, nesta sexta-feira, o pedido do Santos para anular a partida contra o Coritiba, disputada no último domingo pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão foi unânime.

Na ação enviada ao tribunal, o Santos alegou que "houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores".

No julgamento realizado nesta sexta, a procuradora Rita de Cássia Ancelmo Bueno considerou improcedente o pedido do clube paulista. A procuradora utilizou a súmula da partida como justificativa para sua análise. No documento, o auxiliar técnico Cesar Sampaio informou ao quarto árbitro que o substituído de fato seria Neymar e não Escobar.

Desta forma, o STJD entendeu que houve um erro de fato e não um erro de direito, como alegava o Santos. Segundo a procuradoria, a falha de comunicação entre o auxiliar técnico e o quarto árbitro não configura motivo suficiente para anulação da partida.

A defesa santista argumentou que a arbitragem tentou minimizar o próprio equívoco e "alterou os acontecimentos na súmula", alegando que foi o árbitro quem "decidiu" quem deveria ser substituído. A defesa também afirmou que a participação de Neymar tornava o episódio um fato relevante.

Após a argumentação, o auditor pleno Marcelo Augusto Bellizze acompanhou o entendimento da procuradoria e considerou não haver elemento suficiente para anular o confronto. Os demais integrantes do julgamento também votaram contra o pedido do Santos, rejeitado por unanimidade.

Valeu a tentativa

Apesar da decisão unânime, o presidente do STJD, Luis Otávio Veríssimo Teixeira, valorizou a iniciativa do Santos em levar o caso à discussão. Segundo ele, a ação movida pelo clube contribui para o aprimoramento dos procedimentos da arbitragem em situações semelhantes no futuro.

"Essa regra existe para evitar que um clube se arrependa ou mude o conteúdo de uma substituição e o árbitro tenha a liberdade de fazer. Agora, em situações outras, o árbitro errar na substituição de um atleta, especialmente num caso como foi, não pode a arbitragem imaginar que num erro notório, conhecido e percebido também não possa agir para corrigi-lo",  afirmou Luis Otávio durante a sessão.

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Entenda o caso

A substituição polêmica de Neymar ocorreu por volta dos 20 minutos do segundo tempo, no momento em que Neymar recebia atendimento médico após reclamar de uma pancada na panturrilha direita, sofrida ainda na primeira etapa. O quarto árbitro levantou a placa indicando a saída do camisa 10 para a entrada do 7, Robinho Jr.

Logo em seguida, o caos se instaurou. Recuperado, Neymar levantou os braços na lateral do campo pedindo para retornar ao jogo após o recomeço. Revoltado com a situação, o camisa 10 tentou voltar e recebeu cartão amarelo ao invadir as quatro linhas. Em seguida, esbravejou contra os responsáveis, enquanto mostrava o papel que informava que quem deveria sair era o camisa 31, Escobar.

A arbitragem não voltou atrás, e Escobar seguiu em campo. A princípio, Neymar é quem sairia. Contudo, o lateral sentiu dores na coxa esquerda e pediu para ser substituído. Contudo, após a confusão, o argentino permaneceu em campo até o fim do jogo, mesmo com problemas.

Próxima partida do Santos:

🔵⚪ Grêmio x Santos⚫⚪

  • Competição: Campeonato Brasileiro - 17ª rodada
  • Data: 23 de maio de 2026 (sábado)
  • Hora: às 19h (de Brasília)
  • Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

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