Santos protocola documentos na Cetesb e avança em projeto de novo CT da base

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Foto: Divulgação/Prefeitura de São Vicente

O Santos deu mais um passo no processo para a construção do novo Centro de Treinamento das categorias de base, em São Vicente, no litoral paulista. O clube protocolou junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) o Plano de Trabalho para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), documentos necessários para o licenciamento do empreendimento.

A medida representa um avanço na parte burocrática do projeto, mas ainda não autoriza o início das obras. Os estudos ambientais precisarão ser concluídos e analisados pelos órgãos competentes, que poderão solicitar informações complementares antes de conceder as licenças necessárias.

O presidente Marcelo Teixeira comentou o andamento do processo e afirmou que o clube aguarda a análise dos documentos apresentados.

"Este é um avanço importante dentro das etapas de estudos e licenciamento ambiental. Temos conduzido todo o processo de maneira responsável, em conjunto com a Prefeitura de São Vicente e em conformidade com a legislação ambiental. Damos agora mais um passo importante e aguardamos a análise dos órgãos competentes para seguirmos avançando com os estudos e o projeto", declarou.


A elaboração do EIA/RIMA está sob responsabilidade da Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental. Os estudos deverão identificar os possíveis impactos da construção e apresentar medidas para reduzir ou compensar os efeitos ambientais do empreendimento.

Após essa etapa, o Santos pretende solicitar à Cetesb a Licença Prévia. O projeto executivo do CT, que detalhará as estruturas previstas para o complexo, só será definido depois da conclusão dos estudos técnicos e da obtenção das autorizações necessárias.

Dessa forma, ainda não há uma data estabelecida para o início das obras.

Terreno tem 700 mil metros quadrados

O futuro CT será construído em uma área de aproximadamente 700 mil metros quadrados, localizada na Área Continental de São Vicente. O terreno foi incorporado ao patrimônio do Santos por meio de um acordo com a Saint-Gobain, no qual o clube cedeu propriedades comerciais e direitos de publicidade à empresa. A área foi avaliada em cerca de R$ 6,93 milhões.

Além das instalações destinadas às categorias de base, o Santos pretende desenvolver um parque ecológico e de lazer no local.

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A proposta apresentada anteriormente pelo clube prevê que entre 20% e 30% do terreno sejam utilizados para as estruturas do CT, enquanto a área restante seja destinada à preservação e à recuperação da vegetação nativa.

O planejamento também contempla trilhas ecológicas, atividades recreativas e espaços voltados à educação ambiental. O Santos iniciou conversas com os Escoteiros do Brasil para uma possível participação na gestão dessas atividades.

Outra possibilidade estudada é a implantação de um departamento médico com instalações para os atletas da base e serviços voltados à população de São Vicente.

Essas estruturas, no entanto, ainda dependem da definição do projeto executivo e das autorizações ambientais. O protocolo realizado na Cetesb é mais uma etapa do processo, sem representar, por enquanto, a liberação para a construção do complexo.

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