O impasse entre Santos e Mayke deixou de ser apenas uma negociação frustrada e deve ser resolvido na Justiça. Após dias de conversas, clube e jogador não conseguiram chegar a um consenso para uma rescisão amigável, e o caso agora será conduzido pelo departamento jurídico das partes.
Embora ambos concordassem com o encerramento do vínculo, divergências sobre as condições do acordo impediram um desfecho consensual.
O que diz o lado de Mayke
O advogado do lateral direito, João Henrique Chiminazzo, afirma que as partes haviam construído um entendimento ao longo das negociações, mas que a proposta final apresentada pelo Santos foi diferente daquela discutida anteriormente.
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"O Mayke abriu mão de muito para que esse acordo acontecesse. Relevamos o tratamento dispensado ao atleta e fizemos todas as concessões possíveis para evitar uma disputa judicial. Após dias de negociação, havia um consenso sobre os valores. Surpreendentemente, na hora de formalizar o acordo, o Santos apresentou uma proposta cerca de 25% inferior ao que havia sido ajustado, além de modificar condições relevantes, afirmando tratar-se de sua oferta final", afirmou o advogado do atleta.
"Diante da quebra de confiança nas negociações, o ajuizamento da ação tornou-se inevitável", completou.
Na visão da defesa do jogador, a mudança dos termos na etapa final inviabilizou a assinatura da rescisão e tornou inevitável a judicialização do caso.
Posição do Santos
A Gazeta Esportiva apurou que, do lado santista, o entendimento é diferente. As negociações esbarraram em exigências apresentadas pelos representantes do atleta durante a construção do acordo.
Segundo a apuração, um dos pontos de divergência foi o pedido para que o Santos arcasse com os honorários advocatícios relacionados à negociação. Outro impasse envolveu a comissão dos empresários. O entendimento do clube é que, conforme previsto no contrato, esses pagamentos seriam encerrados com a rescisão do vínculo, enquanto os representantes de Mayke defenderam a manutenção da remuneração mesmo após o fim do contrato.
Últimos ajustes antes da decisão de amanhã! 🐳 pic.twitter.com/BOjRBQLSET
— Santos FC (@SantosFC) July 31, 2026
Na avaliação de pessoas ligadas ao Santos, essas condições inviabilizaram o acordo, motivo pelo qual a negociação foi encerrada e o caso encaminhado ao departamento jurídico.
Negociação terminou sem consenso
A diretoria santista tentava repetir o modelo utilizado na saída do volante Tomás Rincón, que deixou o clube após uma rescisão amigável. Com Mayke, porém, as conversas não avançaram até um entendimento final.
Fora dos planos do técnico Cuca desde junho, o lateral disputou apenas oito partidas pelo Santos na temporada e não atua há mais de um mês. Como ainda não atingiu o limite de jogos previsto pelo regulamento do Campeonato Brasileiro, poderá defender outro clube da Série A caso consiga rescindir seu contrato.