O Santos venceu o Atlético-MG por 2 a 0, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, e abriu uma vantagem importante nas quartas de final da Copa Sul-Americana. Mais do que o resultado, a equipe de Cuca mostrou capacidade para compreender as dificuldades impostas pelo adversário, corrigir problemas durante a partida e transformar erros do Galo em oportunidades. Willian Arão e Christian Oliva marcaram, ambos com participação decisiva de Gabigol.
O placar, porém, não traduz um domínio santista durante os 90 minutos. O Atlético-MG criou dificuldades principalmente no início, quando encontrou superioridade no meio-campo e teve mais posse. Depois de um período de ajustes, o Peixe encaixou a marcação, ganhou confiança e passou a encontrar espaços para atacar.
Santos demora a encaixar, mas encontra soluções
A formação do Atlético-MG congestionou o meio-campo e dificultou a pressão santista nos primeiros minutos. Com Fred participando por dentro ao lado dos volantes, os visitantes encontraram um jogador livre em diferentes momentos e conseguiram circular a bola com certa facilidade.
Isso, entretanto, não se transformou em uma sequência de grandes oportunidades. O Santos suportou o período de maior controle adversário e contou com Gabriel Brazão quando precisou. A principal intervenção do goleiro antes do intervalo ocorreu na finalização de Fred, aos 28 minutos.
Aos poucos, o Peixe ajustou a marcação e equilibrou a disputa no setor central. Sem precisar assumir o controle da posse, passou a ser mais perigoso quando recuperava a bola. Bontempo ofereceu condução, Rollheiser buscou espaços entre as linhas e Rodinei deu profundidade pela direita em sua estreia.
O gol de Willian Arão premiou essa evolução. A jogada ensaiada terminou com levantamento de Gustavo Henrique, assistência de cabeça de Gabigol e conclusão do defensor. O lance deu ao Santos mais tranquilidade para controlar o restante do primeiro tempo.
Gabigol não marca, mas volta a ser decisivo
Se contra o Internacional Gabigol decidiu com dois gols, desta vez sua influência apareceu de outra maneira. O camisa 9 participou diretamente dos dois gols e foi fundamental para o ataque santista.
No primeiro, desviou de cabeça para Arão. No segundo, pressionou a saída, antecipou o passe errado de Fred e iniciou a jogada. Após defesa de Gabriel Delfim e participação de Arthur, Gabigol recebeu novamente e encontrou Oliva, que finalizou de primeira.
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Antes do 2 a 0, o Santos já vivia seu melhor momento ofensivo. Rodinei cruzou para Rollheiser exigir grande defesa de Delfim, que também trabalhou em finalizações de Gabigol e Gustavo Henrique.
Assim, mesmo sem balançar as redes, Gabigol voltou a ser determinante. Depois do protagonismo no Beira-Rio, o atacante mostrou que também pode influenciar a equipe na construção e na pressão sobre a defesa adversária.
Santos administra melhor a vantagem
Outro ponto positivo esteve na administração do resultado. Contra o Internacional, o Santos abriu 3 a 0, teve um jogador a mais e permitiu a reação para 3 a 2. Desta vez, depois de construir dois gols de vantagem, atravessou a reta final sem perder o controle da partida.
Cuca utilizou o banco para renovar a equipe. Arthur entrou antes do segundo gol e participou da jogada de Oliva. Posteriormente, João Schmidt, Caballero, Lima e Igor Vinícius foram acionados.
O Atlético-MG avançou suas linhas e ainda levou perigo aos 38 minutos, quando Scarpa encontrou Fred e Brazão fez outra boa defesa. Houve pressão territorial, mas não uma sequência de chances capaz de ameaçar seriamente a vitória.
Primeiros 90 minutos das quartas de final concluídos. Agora, é virar a chave pro #Brasileirão porque sábado tem mais um jogo importantíssimo ao lado da nação santista! ⚪⚫ pic.twitter.com/SWdZc0dvYJ
— Santos FC (@SantosFC) September 10, 2026
O 2 a 0 deixa o Santos em situação confortável, mas não resolve o confronto. Na Arena MRV, o Peixe encontrará um adversário obrigado a assumir riscos e apoiado pela torcida.
Depois do susto diante do Internacional, o Santos mostrou evolução justamente em um mata-mata. Não dominou durante toda a noite, mas soube atravessar os momentos de dificuldade, corrigiu problemas e foi eficiente quando teve espaço. Para uma equipe que ainda busca estabilidade, foi uma vitória que aliou resultado e maturidade.