O clássico desta quarta-feira é encarado pelos santistas como uma verdadeira decisão. Apesar do confronto ser válido apenas pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, um novo tropeço faria o ainda bom clima no CT Rei Pelé começar a ficar conturbado, afinal, o time da Vila Belmiro tem apenas uma vitória no Nacional até aqui e segue se distanciando no pelotão de cima na tabela de classificação. Além de tudo isso, o Peixe não terá pela primeira vez Robinho à disposição, já que o camisa 7 teve de se apresentar à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América.
"Acho que a importância de um jogador como Robinho se nota a ausência, a qualidade, toque refinado, jogador muito importante. Mas eu gosto de enfatizar que o elenco tem peças. Vai sair um jogador da qualidade do Robinho, mas entra um com qualidade dele próprio e acrescenta o que o time precisa. É dar suporte para o jogador que estará entrando", analisou Ricardo Oliveira.
O camisa 9, aliás, aproveitou para deixar claro que a ausência de Robinho não interfere em nada no seu futebol.
"Para mim, com dois meias ou outro atacante, minha função não muda. Tenho que dar opção para meias e laterais, meu parceiro de ataque, para criar situações de gols. Isso não interfere muito. Quem entrar, vai acrescentar com suas qualidades. Seria injusto fazer comparações, porque a característica do Robinho é especial e notável", explicou.
"Mas eu gosto de enfatizar que o elenco tem peças", avaliou Ricardo Oliveira, que minimizou a ausência de Robinho - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC
No trabalho técnico desta terça-feira, Marcelo Fernandes demonstrou que Rafael Longuine deve ser o escolhido para substituir Robinho contra o São Paulo. Com isso, Ricardo Oliveira já fez questão de passar todo apoio ao meia de 24 anos, recém-contratado.
"A qualidade do Rafael, você já conhece. Por méritos está no Santos, tem todo suporte dos jogadores. Se Marcelo optar por ele, terá boa performance. É um jogador de muita qualidade", garantiu.
Jejum de gols
Durante o Campeonato Paulista, Ricardo Oliveira chegou a sofrer leves cobranças no início da campanha e sempre deixou claro que confiava no seu trabalho e que os gols começariam a sair. Ao fim da competição, o camisa 9, além do título, ficou com os prêmios de artilheiro, com 11 gols, e melhor jogador do Estadual.
Agora, novamente as cobranças retornam sob o centroavante, que ainda não balançou as redes nos quatro jogos do Peixe pelo Brasileirão.
"A confiança sempre vai existir, já deixei claro que a pior coisa que poderia acontecer para um atacante é desenvolver o sentimento de ansiedade, porque cria bloqueios, não tem bom desempenho. Gol é consequência de criação, de jogada dentro do jogo. Não me tira o sono, desde que a gente crie, dê opções para nossos meias e tenha chance de gol. Mas a ansiedade já faz parte de um passado, continuo focado, acreditando que vai sair no próximo jogo. Não me preocupa", avisou.