Ricardo Oliveira ignora jejum e concorrência: "Passei dessa fase"

Imagem ilustrativa para a matéria

Cheio de moral com o técnico Enderson Moreira e com a experiência de quem já atuou por clubes como o próprio Santos, há 13 anos atrás, além de São Paulo, Milan e Seleção Brasileira, Ricardo Oliveira afirmou, de forma bem tranquila e serena, que o jejum de gols nesta temporada não lhe incomoda nem um pouco. Até agora, o camisa 9 do Peixe balançou a rede apenas uma vez, em cobrança de pênalti, contra o Red Bull Brasil, dia 8 de fevereiro.

"Não, essa fase já passou. Falei durante a semana, a fase de ansiedade, ficar pensando, já passou. O que me deixa satisfeito é que tenho feito um trabalho coletivo. Ficaria preocupado se não tivesse oportunidades, não só para mim, mas para o coletivo. Não me preocupo com isso. Levo de boa, não me tira o sono, não faz com que eu tente melhorar", comentou o centroavante.

Logo em sua apresentação no início da pré-temporada, o jogador de 34 anos deixou claro que estava preparado fisicamente e que havia retornado para ser titular, mesmo após seis anos no futebol árabe. Ricardo Oliveira, porém, explica que sua confiança não pode ser confundida com arrogância.

"Não falo em tom de desrespeito ou menosprezo ao companheiro. Sei do potencial do elenco. Mas sei quem eu sou, nunca tive duvida disso. Alguém pode pensar: ‘o cara está rico, vem para passar o tempo, aproveitar a praia, a cidade’. Mas eu sou um cara de caráter, tenho vergonha quando perco, jogo mal. Meu filho é santista, me cobra”, contou.

Cobrado pelo filho santista, Ricardo não se incomoda com concorrência e quer

Cobrado pelo filho santista, Ricardo não se incomoda com concorrência e quer "crescer com elenco" - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC

Apesar da titularidade e da moral com a comissão técnica pelo comprometimento com a estrutura tática da equipe, o atleta sabe que Enderson Moreira quer a contratação de Walter, do Fluminense. Isso, no entanto, não abala o centroavante do Peixe.

"Clube grande é isso ai, existe competência. Um treinador, que trabalha em time grande, poder contar com jogadores de experiência e qualidade é ótimo. O elenco precisa ser recheado. Se o Enderson acha que é importante a vinda de um jogador, o elenco vai enriquecer", comentou.

Já ao comentar a pressão em ter colocado Gabriel no banco de reservas após o jovem camisa 10 encerrar o ano como artilheiro do time da última temporada, Ricardo Oliveira garantiu não se incomodar com a situação e se diz privilegiado por atuar com o atleta revelado pela base do clube.

"É um jovem talentoso, de muita qualidade. O momento é meu, estou jogando. Ele vai ter oportunidade, tem um futuro promissor. Isso serve como motivação. Foi o tempo de ficar preocupado com isso. O que me deixa feliz é que ele está crescendo junto com o elenco”, finalizou o camisa 9, que pode fazer dupla com Gabigol no próximo fim de semana, contra o Botafoto-SP, já que Robinho está suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo na última rodada.

Conteúdo Patrocinado