Renato aposta na força da Vila e pede precisão aos atacantes santistas

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O volante Renato está confirmado para encarar o Corinthians nesta quarta-feira (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Um dia antes do clássico que abre o confronto contra o Corinthians, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o volante Renato foi convocado para falar à imprensa e usar toda sua experiência em um momento decisivo para o Santos na temporada. Confirmado na partida após se recuperar de uma pancada no tornozelo direito, o volante admitiu que se sentiu aliviado com a confirmação do jogo na Vila Belmiro, já que a diretoria pretendia levar a partida para a capital.

"Por mim, jogava todos na Vila. Tem o fator financeiro, a locomoção. O torcedor de São Paulo reclama um pouco, principalmente pelo trânsito, mas nos sentimos bem na Vila. A torcida faz pressão, o adversário sente, sabe que vai ter dificuldade", destacou.

Ciente da boa fase do Corinthians, que não perde há 11 jogos e é o atual líder do Campeonato Brasileiro, Renato avisa que o Peixe não pode se dar ao luxo de desperdiçar as oportunidades de gol que o time criar frente à melhor defesa do país. "É ter paciência,  inteligência para atacar na hora certa, para não fazer muita correria. Não pode fazer bate e volta. No Corinthians, todo mundo ajuda. Se não der, temos que encontrar o espaço. Ter a primeira oportunidade e aproveitar. O Corinthians não dá muitas chances. Tendo uma, tem que aproveitar para atrair o adversário para seu campo e ter mais oportunidades", explicou.

O volante Renato está confirmado para encarar o Corinthians nesta quarta-feira (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

O volante Renato está confirmado para encarar o Corinthians nesta quarta-feira (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Ainda assim, Renato fez questão de ressaltar a boa fase do Alvinegro Praiano. São seis jogos sem perder e apenas uma derrota desde que Dorival assumiu a equipe. "Os gols começaram a sair. A gente tem uma solidez maior, principalmente na defesa. Não tomamos mais tantos gols bobos, como no começo do campeonato", lembrou.

Por isso, para o experiente volante, ídolo da geração de 2002 que encerrou o jejum de títulos do Peixe justamente em cima do rival desta quarta-feira, não há como falar em favoritismo. "Se puxar a tabela do Brasileiro, sim. Mas, em clássico, independente das situações, sempre é 50% para cada lado. Temos nossa força, que é jogar na Vila, contando com o torcedor. Um clássico é sempre difícil, complicado. Quem tiver atento nos detalhes e aproveitar as oportunidades, sairá vencedor", finalizou.

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