Assim como nesta temporada, o Santos era um time desacreditado em 2002. A equipe da Vila Belmiro vivia um jejum de títulos de 18 anos e a grave crise financeira à época forçou o clube a dar oportunidade aos jovens revelados pelas categorias de base. Desta forma, o Brasil descobriu a geração de Alex, Léo, Renato, Elano, Diego e Robinho, marcada pelo título Brasileiro em cima do Corinthians, no inesquecível clássico do Morumbi que o camisa 7 eternizou as famosas pedaladas.
Agora, com toda experiência adquirida na Europa e na seleção brasileira, Renato é um dos líderes do elenco santista que buscará o título do Campeonato Paulista, neste domingo, em cima do Palmeiras, na Vila Belmiro. Porém, para o camisa 8 lembra que, apesar de algumas coincidências, a situação hoje é diferente.
"Eu acho parecido, mais na forma como aconteceu no começo do ano, saída de jogadores, crise financeira. Em 2002 tínhamos vários jogadores jovens, mas nesse, em 2015, tem mais experientes do que em 2002. Naquela época, o Robert era o mais velho, com 32 anos. O mais velho dos que estavam jogando era o Léo, com 27. Agora eu sou o mais velho, com 35. É diferente, com relação ao grupo. Tem o Ricardo, o Elano", lembrou, antes de completar ressaltando a superação da equipe. "Aconteceu de não acreditaram no Santos, como em 2002, mas sabíamos que poderíamos chegar na final e vamos em busca do título, sair da Vila como campeões", avisou.
Renatinho vive a expectativa de ser novamente campeão com o Santos, neste domingo, pelo Campeonato Paulista - Credito: Ivan Storti/Santos FC
Renato retornou ao Santos na última temporada, a pedido do técnico Oswaldo de Oliveira, hoje treinador do Verdão. Depois de uma temporada em que teve que conviver com a reserva e lesões, o atleta usou a pré-temporada para se preparar e, assim, se transformou em titular absoluto após a saída de Arouca. Agora, Renato pede inteligência para conquistar mais uma taça com a camisa do Peixe.
"Não podemos mudar o nosso estilo de jogo, vamos ter que agredir o Palmeiras e ter muita atenção. Se o Palmeiras vier pela formação do contra-ataque, sabemos que é uma equipe rápida, com Dudu, Rafael, Leandro, jogadores rápidos e experientes, tem que ter atenção. Temos que ter responsabilidade, tocar a bola, vão estar fechados. O torcedor tem que jogar junto", pediu.
No primeiro duelo da final, a derrota por 1 a 0 deixou o Santos em desvantagem. Desta vez, o rival deve contar com Valdivia, sua principal estrela e cérebro do meio campo alviverde. Nada disso, no entanto, alterará a forma de jogar do alvinegro praiano, segundo Renato, que deve ser um dos principais atletas a ter a responsabilidade de parar o chileno neste domingo.
"Nossa maneira de marcar não muda, o Marcelo não gosta que tenha a marcação homem a homem, independentemente do Valdivia jogar, vamos fazer por setor. Sabemos que é um jogador com muita qualidade técnica, passe bom, visão de jogo, tem que ter atenção com ele, vamos diminuir o espaço para que ele não possa pensar", finalizou o jogador, que pode ficar marcado mais uma vez na história do clube da Vila Belmiro.