Reforço já fez gol no Peixe, ignora cobrança e revela família santista

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Em 2015, o meia marcou o gol de honra da Portuguesa na derrota para o Santos por 3 a 1, em jogo válido pelo Paulistão, no Pacaembu ( Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Jean Mota marcou o gol de honra da Portuguesa na derrota para o Santos por 3 a 1, no Paulistão de 2015, no Pacaembu ( Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Jean Mota marcou o gol de honra da Portuguesa na derrota para o Santos por 3 a 1, no Paulistão de 2015, no Pacaembu ( Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Apesar de ter chamado a atenção de Dorival Júnior depois de um semestre muito bom no Fortaleza, Jean Mota conhece bem São Paulo e logo em sua apresentação, na tarde desta sexta-feira, revelou os motivos pela escolha em aceitar a proposta santista, mesmo com o interesse de outros clubes por seu futebol. Pesou o lado da família e a vontade de vestir a camisa do time de coração.

“É um sonho de criança. Sempre vi jogos do Santos. Sempre quis jogar aqui e também tem a influência da família. Eu moro em São Paulo, aqui estou quase em casa, e o desejo de jogar no Santos é muito grande”, revelou Jean, de 22 anos, mais um fã da geração de 2002 do Peixe. “Sim, sempre acompanhei o Santos. A gente via Robinho, Diego, Renato e Elano e incentivava muitas crianças, um futebol diferenciado. E meu vô é santista também”.

E mesmo que muitos não lembrem, Jean Mota já marcou gol no Santos. Apesar da satisfação em ser apresentado hoje como reforço por quatro temporadas do Peixe, o meia admite que o lance ficou marcado em sua carreira. “Para mim, foi espetacular. Abriu portas. É muito importante você fazer gol em time grande. Foram dois jogos com o Santos, mas perdemos os dois”, explicou, citando sua época como atleta da Portuguesa de Desportos.

Enquanto jogava pela Lusa, Jean enfrentou o Peixe na 17ª rodada do Paulista de 2012, quando não saiu do banco de reservas e só pôde assistir ao 2 a 0 para o time da Vila, no Canindé. E ano passado a derrota foi por 3 a 1, no Pacaembu, quando o meia marcou o gol de honra já nos acréscimos do jogo válido pela 6ª rodada do Estadual.

Agora no Santos, Jean Mota pode fazer a função que era de Lucas Lima (Foto: Ivan Storti)

Agora no Santos, Jean Mota pode fazer a função que era de Lucas Lima (Foto: Ivan Storti)

“Eu cheguei lá (Portuguesa) com 13 anos, fiquei até os 21 (anos), subi para o profissional em 2011. Em maio do ano passado acabou meu contrato depois do Paulistão, fiquei quatro meses parado e, em setembro, apareceu a oportunidade do Fortaleza. Cheguei, fiquei mais no banco, mas depois da pré-temporada eu já tive mais oportunidades, consegui dar sequência e fui eleito o melhor do Cearense”, resumiu Jean.

E chegar a um clube de repercussão nacional pela primeira vez não assusta o reforço do Peixe. Apesar do centro Rio-São Paulo não dar tanta atenção ao futebol de outros Estados, Jean Mota garante que está acostumado com pressão e, para provar, contou uma experiência recente.

“Eu cheguei no Fortaleza, a gente estava em primeiro lugar, ai perdemos dois jogos, um na Copa do Nordeste e um no Cearense, e a torcida já estava atacando bomba dentro do estádio. Então, acho que eu estou acostumado e preparado”, avisou, antes de se apresentar ao torcedor que nunca o viu jogar.

“Sou versátil. Canhoto. Minha posição de origem é a meia, mas já atuei como lateral esquerdo, volante, meia na beirada e mais centralizado. Onde o Dorival me colocar acho que tenho condição de jogo. Sou um jogador que daquele lado esquerdo ali tenho facilidade de jogar”, finalizou a mais nova esperança do clube em suprir a ausência de Lucas Lima.

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