Presidente do Santos tenta contornar má relação com Cuca

Lucas Musetti Perazolli - Santos , SP
22/10/2018 06:00:28

Em: Escolha do editor, Futebol, Notícias, Santos
Presidente Peres e Cuca têm relação ruim no Santos (Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press)

O presidente do Santos, José Carlos Peres, tem como objetivo nos próximos dias a “reconciliação” com o técnico Cuca após novas polêmicas.

Há menos de três meses no clube, o treinador já “se estranhou” com o mandatário em algumas oportunidades. Na primeira delas, em agosto, questionou a administração depois da eliminação para o Independiente-ARG na Libertadores e ouviu que deveria cuidar apenas do futebol.

Em setembro, Cuca e o elenco receberam a promessa do clássico contra o Corinthians na Vila Belmiro. A partida foi realizada no Pacaembu, no último dia 13, com vitória santista por 1 a 0. Publicamente, o técnico admitiu a discordância.

E, por fim, na semana passada, Peres analisou a situação do reserva Bryan Ruiz, questionando o posicionamento “errado” em campo. Além disso, revelou uma suposta reunião com Cuca, o executivo de futebol Renato e o gerente Sergio Dimas para tratar do planejamento de 2019. O treinador negou esse encontro e classificou como “lamentável” as palavras sobre o costarriquenho.

Cuca está feliz com o trabalho realizado no Santos e pensa em permanecer na próxima temporada, mas a relação com o presidente não agrada. Peres gosta do técnico, porém, vê divergências importantes, como a preferência pela Vila Belmiro. A promessa de campanha era 50% dos jogos na Baixada Santista e a outra em São Paulo.

Para apaziguar a situação e tentar o cumprimento do contrato de Cuca até dezembro de 2019, o presidente prometeu aos seus aliados não questionar mais questões técnicas e focar nas administrativas, assim como cobrou do treinador em agosto. Peres conta com o apoio de Renato e Dimas para conversar com o comandante nos próximos dias e “selar a paz”.

Jogadores e funcionários sabem do clima ruim com o presidente e estão ao lado do técnico, fator preponderante para a necessidade do acerto na visão da diretoria. Há o temor de “respingos” no campo diante da luta por uma vaga na Libertadores em 2019.

 




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