Com Serginho Chulapa como auxiliar de Marcelo Fernandes, Ricardo Oliveira conquistou o Paulista em 2015, seu único título com a camisa do Peixe (Foto: Ivan Storti)
Serginho Chulapa tem um jeito de ser extremamente autentico, dentro ou fora do futebol. No Santos, internamente, ele é a mesma pessoa. Franco, brincalhão, apesar da fama de ‘pavio curto’, mas sempre curto e grosso. Respeitado por tudo que fez e representa para os santistas, Chulapa é também um exemplo e grande parceiro do capitão alvinegro. Ricardo Oliveira, prestes a completar 36 anos, não esconde sua admiração pelo ex-dono de sua camisa 9.
“Sou suspeito. Ele me abraçou quando cheguei, ano passado. Falou que eu ia ser importante, não só pela experiência, mas ser decisivo em campo. Ele olha para mim e pergunta: ‘Você está bem, Ricardo?’. Fala porque sabe que está. Para mim, é um privilégio estar ao lado de um ídolo, um dos maiores artilheiros do Santos e do São Paulo. É algo que vou levar para sempre”, explicou o atual homem-gol do Santos.
Atual referência da equipe e dos torcedores, Ricardo Oliveira comemorou, contra o Corinthians, seu 101º jogo com a camisa do Peixe. Foram 62 gols até aqui. Chulapa tem honra de ser o 21º maior artilheiro do Santos com 104 gols em 2014 jogos, além de ser o maior goleador na história do São Paulo, com 242 gols em 401 partidas.
“Esse, em clubes, foi o melhor vestiário que pude conviver, a nível de amizade, comunhão, entrega. Todos querem a mesma coisa. Ter pessoas vitoriosas na comissão é um privilegio”, contou Oliveira.
Revelado pela Portuguesa, Ricardo Oliveira teve boas passagens por São Paulo e Santos no passado, mas nenhuma muito marcante, devido ao pouco tempo de casa. Na Europa, apesar de ter conquistado até uma Liga dos Campeões com o Milan, não ostentou uma posição de destaque e acabou atuando por quase cinco anos no futebol árabe. Agora, Após um ano da sua volta ao Peixe, o jogador quer, definitivamente, pôr seu nome na história.
“Um ajudou ao outro e disse esforça-te. Por isso, deu certo. O Santos me ajudou, ajudei o Santos. E o esforço tem sido todos os dias para continuar produzindo. O Santos me proporcionou voltar à Seleção, fazer gols, criar identificação com um clube no Brasil. Não tem clube que criei identificação no Brasil, e o Santos me proporcionou isso. Deu certo, porque nos ajudamos e as coisas estão indo”, comentou o artilheiro, deixando claro que ainda não se sente um verdadeiro ídolo na torcida.
Torcida, aliás, que não escondeu mais uma vez sua desconfiança quanto a capacidade de Oliveira em repetir o nível de atuação no ótimo ano de 2015 do jogador, em análise individual. O receio pela queda de rendimento por causa da idade preocupa alguns torcedores mais racionais. Mas o centroavante parece tirar tudo de letra, assim como fez em janeiro da última temporada, quando chegou com um contrato de risco e depois de nove meses de inatividade.
“A minha resposta é aos domingos, sábados... essa é minha resposta. Não tenho que ficar justificando. É ir para o jogo, fazer gol, me movimentar, dar passe. Esse ano, acho que estou melhor, caindo pelo lado. Vivemos em país democrático, cada um pode falar o que pensa. A mim é dar a resposta no campo. Nada mais que isso”, encerrou.