O Santos deu adeus ao G4 do Campeonato Brasileiro do ano passado apenas na antepenúltima rodada da longa competição nacional. A sensação de frustração foi inevitável, principalmente depois da derrota na final da Copa do Brasil, e especificamente a decisão de entrar com reservas na partida contra o Coritiba, em duelo disputado com os portões do estádio Couto Pereira fechados, ainda não foi digerida por muitos torcedores. Na ocasião, 36ª rodada do nacional, o Peixe poderia voltar ao grupo que garantiria vaga na Copa Libertadores com uma vitória em cima dos paranaenses, que lutavam contra o descenso.
“Foi uma decisão. Vínhamos de muitos jogos consecutivos e com a final da Copa do Brasil pela frente. Somos jogadores que temos toda a liberdade com o treinador. Conversamos com o treinador. Perguntamos a ele qual era a ideia e eles nos falou que a ideia era essa. Conversamos e dissemos que estávamos à disposição para o que fosse necessário. Ele falou ‘vou levar vocês para viajar e, se eu precisar colocar um ou outro, eu vou colocar’”, contou Ricardo Oliveira, capitão e porta-voz da equipe junto a comissão técnica.
À época, já na coletiva de imprensa logo após o resultado adverso, Dorival Júnior percebeu o tom crítico e se preocupou em salientar que os jogadores haviam solicitado o descanso. O problema é que durante as férias também apareceu o boato de que os atletas preferiam não viajar, já que não entrariam em campo.
“Temos de tomar decisões e às vezes você acerta e às vezes você erra. O Palmeiras abriu mão do campeonato nacional e conseguiu o objetivo da Copa do Brasil. Faz parte. A gente abriu mão do Campeonato nacional, se é que podemos dizer assim, porque não colocamos os mais habituais dentro de campo, e não conseguimos o objetivo, que era o título da Copa do Brasil e a Libertadores. São decisões do futebol que eu nunca vou me omitir, jamais”, completou o centroavante, dando sua versão dos fatos.
Apesar das coisas não terem acontecido como o Santos e seus torcedores imaginavam, Ricardo Oliveira prefere pensar no futuro e esquecer o que passou. Diferente de Victor Ferraz, que admitiu ainda sentir a “dor” pelos insucessos, o camisa 9 já planeja a nova temporada que se apresenta.
“Não está difícil de digerir. O meu passado fica sempre atrás de mim. Nunca vou colocar na minha frente, deixar que seja um monstro, que fique me assombrando. Eu acho que só tem condições de conseguir coisas positivas na vida quando você começa a deixar o passado e escrever uma nova história”, concluiu.
