O Santos teve 13 chances de gol no primeiro tempo, perdeu 12 delas e sofreu após o intervalo para vencer o Audax por 1 a 0. Depois de apertar a saída do adversário nos 45 minutos iniciais, criando assim as suas oportunidades, a equipe não conseguiu manter o ritmo, avaliou Marcelo Fernandes.
“Tivemos a leitura do jogo do Audax”, disse o técnico, lembrando que o time de Fernando Diniz se recusa a dar chutões mesmo quando é pressionada. “A missão foi completamente executada no primeiro tempo. Tivemos oportunidades e não matamos o jogo. Se virasse 4 a 0, seria um placar normal pelo que foi feito no primeiro tempo.”
“No intervalo, éramos sabedores de que não dava para manter aquela marcação. Foi praticamente um treino físico no primeiro tempo. No segundo, pecamos um pouco, era preciso adiantar um pouco o Lucas Otávio e o Renato. Depois, a gente igualou, ficou meio a meio. Ficou um placar justo”, acrescentou Fernandes.
Enderson Moreira aprovou o cerco ao Audax no primeiro tempo e viu erros no segundo - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
Satisfeito com a produção de sua equipe, apesar das chances perdidas, o treinador preferiu não reclamar da pequena presença do público no Pacaembu. O clube optou por jogar em São Paulo mais uma vez, com pouco mais de 11 mil espectadores, dos quais apenas 9.113 eram pagantes.
“O Santos tem torcida em qualquer lugar. Hoje, foi um dia atípico. Choveu também. A torcida é apaixonada, vibrante. Com as vitórias, vai voltar. Muita coisa está acontecendo no país também. O importante é que o time está ganhando. Na hora do ‘vamo vê’, ela vai chegar forte”, apostou Marcelo Fernandes.