Fisioterapeutas, Edu Dracena e experiência no DM: os pilares de Alison

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Titularidade assegurada, número 5 nas costas (herdado de Arouca) e confiança total da torcida. O ano de 2015 tinha tudo para ser o melhor da carreira de Alison no Santos, mas seu joelho, novamente, não cooperou e mandou o volante ao departamento médico do clube mais uma vez. Valente, bem como é em campo, o protetor da zaga alvinegra não deixa a peteca cair e se apoia na amizade de velhos conhecidos e no exemplo de um de seus ídolos para se dedicar ao máximo nas sessões de fisioterapia no CT Rei Pelé e voltar o mais breve possível aos gramados.

“Isso passa. Já passei por essa lesão, sei que é complicado, mas passa. O bom relacionamento que temos aqui ajuda, eles não me deixam desanimar. Tenho que erguer a cabeça, tenho vários sonhos que quero realizar. É claro que é inevitável ficar um ou outro dia triste, mas várias pessoas que querem me ver feliz’’, disse, em conversa com a reportagem da Gazeta Esportiva.Net, em Santos.

Diferente do volante elétrico que a torcida santista está acostumada a ver em campo, Alison fala baixo e não tem pressa para explicar que a amizade que nutre com os fisioterapeutas do Peixe é fundamental para o sucesso de seu terceiro tratamento no clube. Relação construída a

base de muita cumplicidade.

“Como já passei por outras duas cirurgias, sei que vou voltar bem. Confio nos profissionais do Santos e tento deixar minha cabeça tranquila. Meu esforço e a competência deles vão fazer com que tudo dê certo. É importante conhecer. Conheci o Tom (Pierin, fisioterapeuta do profissional do clube) na base, já tinha um bom relacionamento com ele desde lá, eles já conhecem o atleta”, pontuou o volante.

Vivendo o que chama de “momento complicado”, Alison se fia em exemplos que deram certo no esporte, mesmo depois de algumas operações, como é o caso de Edu Dracena, ex-zagueiro e companheiro do volante no Santos e atualmente jogador do Corinthians. “Ele teve quatro lesões e hoje é um jogador consagrado, conquistou vários títulos. Com certeza, é minha inspiração, exemplo a ser seguido”.

Os próprios fisioterapeutas do clube transparecem a dedicação do defensor. Chefe do departamento alvinegro, Avelino Buongermino garante que o tratamento de Alison vai de ‘vento em popa’. Pela reincidência no caso, no entanto, o tempo de recuperação acresce em dois meses. Assim, ele não deve ter condições de retornar para a disputa desta temporada.

"É um menino muito dedicado. Desde o começo ele se programou e se comprometeu a realizar um bom trabalho. Iniciamos com suporte de drenagem, para tirar o residual da operação. É importante ganhar amplitude de movimento, ou seja, dobrar e estender o joelho. Já conseguimos esses objetivos. Vamos, agora, iniciar o trabalho com bicicleta ergométrica, sem forçar o joelho. Essa fase inicial é primordial para o resultado final e ele está respondendo bem. Em torno de seis a oito meses o tratamento”, relatou Avelino.

Alison não se deixa abater; pela terceira vez no DM, volante se dedica a cada sessão de fisioterapia para breve recuperação

Alison não se deixa abater; pela terceira vez no DM, volante se dedica a cada sessão de fisioterapia para breve recuperação - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

Momento “Cachorro Louco”– Depois de ter rompido os ligamentos do joelho, Alison seguiu na partida por mais alguns minutos antes do juiz apitar o término. Questionado sobre o que teria feito com que ele suportasse o incomodo, nem o próprio jogador soube responder, mas garante que permaneceu para poupar um ídolo.

“Não tinha certeza, mas já esperava que a lesão fosse grave. Faltava pouco tempo para acabar o jogo e optei por continuar, não sei explicar como. Só tínhamos uma substituição e o Robinho estava cansado, tinha sentido dores também. Preferi deixar ele descansar”, finalizou.

Alison rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito pela terceira vez na carreira. A primeira vez que se machucou foi em 10 de setembro de 2011, depois de 30 segundo de jogo contra o Cruzeiro. Quando já estava na fase final de sua recuperação, voltou a sentir o joelho operado durante um treino no CT, em 2012, e voltou ao time apenas na Copa São Paulo de Futebol Jr, em 2013, quando foi campeão com o Santos na final diante do Corinthians, em janeiro.

*Especial para a GE.Net

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