Fisioterapeuta analisa diferenças do trabalho no clube e na Seleção

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Thiago Lobo é um grande exemplo das vantagens que o plano de carreira adotado pela diretoria santista pode trazer tanto para o clube quanto para o profissional em si. Lobo iniciou sua carreira como estagiário, em 2002, nas dependências do Alvinegro. Trabalhou por cinco anos, terminou sua graduação e foi integrado a equipe que trabalha com o elenco profissional. Se afastou para se especializar, mas foi chamado de volta para reiniciar seu trabalho nas categorias de base. Hoje, com 32 anos, além de ser um dos fisioterapeutas do elenco principal do clube, coordena o trabalho nas categorias inferiores e também serve à Seleção Brasileira.

“Um dia eu estava no treinamento e o Dr. Rodrigo (Zogaib, médico do Santos) me chamou. Era um dia bem agitado e ele me parou e disse ‘Preciso falar com você, que você vai para a Seleção’. Eu falei ‘Para de brincar, preciso trabalhar’. Ele foi atrás de mim e disse que era sério. Eu fiquei meio atordoado, pensando como funcionava isso de convocação. Ele me contou que o Dr Runco (médico da Seleção) pediu informações e disse que eu precisaria me apresentar”, conta Lobo.

Tudo começou no fim da temporada de 2011. A princípio, seu trabalho era atender todas as categorias de base do Brasil. Porém, após a chegada do técnico Alexandre Gallo, Lobo passou a ficar apenas com o time sub-20 e Olímpico.

Thiago Lobo (à frente) se divide entre trabalhos na base e no profissional do Santos, além de serviços à Seleção Brasileira

Thiago Lobo (à frente) se divide entre trabalhos na base e no profissional do Santos, além de serviços à Seleção Brasileira - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

“É diferente por causa da rotina. Aqui (no Santos) temos a possibilidade de fazer um acompanhamento anual, consigo fazer trabalho de prevenção. Na Seleção, são torneios apenas, é um período muito curto, preciso recuperar o atleta porque o jogo é em dois ou três dias. No Santos é possível melhorar a performance. Minha bagagem aqui me ajuda lá e vice-versa”, explica.

O ano de 2015 começou agitado para o fisioterapeuta, com a disputa do Sul-Americano sub-20, no Uruguai. O Brasil não foi bem, mas garantiu vaga no Mundial. Logo em seguida, Lobo retornou ao Santos para auxiliar a equipe profissional, que já estava em meio aos primeiros jogos da temporada.

Em breve, no entanto, o Peixe será desfalcado mais uma vez, pois a Seleção de base vive contagem regressiva e uma inegável ansiedade para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando buscará a inédita medalha de ouro.

Especial para a GE.Net

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