Fernandes desabafa ao ser convocado para novo julgamento no STJD

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Marcelo Fernandes mais uma vez está na mira do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Nesta quinta-feira, antes de comandar a equipe no duelo contra o Fluminense, no Maracanã, o treinador aproveitará sua ida ao Rio de Janeiro para participar do julgamento que reanalisará sua pena de uma partida, já cumprida, em função da expulsão contra a Chapecoense, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Teoricamente, o treinador cumpriu a pena no duelo diante do Sport, pela 4ª rodada. Porém, como foi citado na súmula por ter ficado em um camarote na Vila Belmiro, ao lado do banco de reservas, e com acesso para passar informações ao time, Marcelo Fernandes foi mais uma vez punido e soube na véspera do clássico contra o Corinthians, pela 8ª rodada, que ficaria de fora novamente. Mas, parece que não foi o bastante para o STJD.

“Eu vou ser julgamento amanhã de manhã, no Rio de Janeiro de novo. Fui penalizado, depois a pena foi reposta. Amanhã é porque o procurador pediu um novo julgamento. Estarei no Rio de Janeiro, vou até lá. Eu só quero trabalhar. Não quero aparecer, não quero nada”, desabafou o técnico, nesta quarta-feira, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé.

Marcelo Fernandes precisa se apresentar ao STJD por expulsão contra a Chapecoense, na 3ª rodada do Brasileiro

Marcelo Fernandes precisa se apresentar ao STJD por expulsão contra a Chapecoense, na 3ª rodada do Brasileiro - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC

Além disso, o técnico revelou que não foi o único a se irritar com a falta de fair play do time de Chapecó.

“Se eu entrei no campo contra o Palmeiras e mereci ser expulso, fui bem expulso. Mas temos um grupo de treinadores (no whatsapp) e o Eduardo Baptista (técnico do Sport) reclamou da Chapecoense por causa do fair play. Mas não vou me manifestar mais, ser mais alvo de nada. Pode ver que, contra o São Paulo, o Marquinhos Gabriel foi expulso na minha frente e eu não abri a boca. Quero trabalhar, ajudar a minha maneira. Não me manifesto mais”, avisou, porém, ainda tentando explicar as “injustiças” em suas expulsões.

"Não quero me manifestar. Não tenho qualquer tipo de relação com a arbitragem. Fui expulo duas vezes injustamente. Quando o Oswaldo foi lá no meio de campo, na primeira final (do Paulista), e no jogo de Chapecó, que o 4º arbitro achou que era para ele, quando não era. Eu estava falando sobre o fair-play com o banco da Chapecoense”, contou.

Por fim, o técnico ressaltou a manifestação generalizada contra a nova postura adotada pelos árbitros no Campeonato Brasileiro.

“É importante vocês (jornalistas) verem o excesso que está. Muitos estão se manifestando. Os árbitros também cumprem ordem. Tem uma carga enorme. Ele é orientado a fazer isso, todos foram pegos de surpresa. O negócio está extrapolado, mas só cabe a mim trabalhar e não ser mais expulso”.

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