Ex-gerente santista lamenta Copinha e pede sequência em projetos da base

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À frente das categorias de base do Santos por pouco menos de um ano e meio, entre setembro de 2013 e fevereiro de 2015, Hugo D’Elia Machado faturou seis títulos - da categoria sub-11 a sub-20. No entanto, nem a extensa ficha de conquistas pôde garantir a continuidade do trabalho a longo prazo. A péssima campanha dos Meninos da Vila nesta edição da Copa São Paulo de Juniores, além das polêmicas e dos problemas financeiros enfrentados pelo clube na virada do ano, fizeram com que o planejamento fosse revisto pelo novo presidente eleito.

O Santos vinha de um bicampeonato seguido na mais tradicional competição de categorias de base do País, sendo o título de 2014 já conquistado sob a batuta de Hugo D’Elia. Em entrevista à Gazeta Esportiva.Net, citou a juventude do time e os problemas financeiros e jurídicos do clube como obstáculo na campanha de 2015, em que o Peixe não superou sequer a fase de grupos, ficando na terceira colocação de uma chave que tinha Linense-SP e Penapolense-SP (os dois classificados), além do Babaçu-MA – contra quem conquistou a única vitória.

Hugo credita à juventude do time campanha ruim na Copa São Paulo de Juniores, mas vê saldo positivo à frente da base do Santos

Hugo credita à juventude do time campanha ruim na Copa São Paulo de Juniores, mas vê saldo positivo à frente da base do Santos - Credito: Reprodução/Facebook

“Sabíamos que tínhamos poucos atletas da safra de 95, eram só três, e na nossa filosofia de trabalho achamos melhor dar oportunidade aos de 96 e 97, até porque a equipe sub-17 foi campeã paulista (2014). Sabíamos que era um time novo, mas o clima que nos envolveu não nos ajudou em nada (atletas do profissional entrando na justiça, muita especulação se os da base também sairiam). Mas nada justifica sair na primeira fase. Atualmente o clube se encontra em outra situação, está entrando na normalidade”, comentou.

O saldo positivo no Santos só veio a reforçar o bom trabalho que Hugo desenvolve desde a última década, quando acumulou passagens pelas categorias de base de Corinthians e Grêmio Barueri, por exemplo. No Peixe, conquistou seis títulos: três Paulistas (sub-11, sub-13 e sub-17), uma Copa do Brasil sub-20, uma Copa São Paulo de Juniores (2014) e até um torneio internacional com o sub-17 disputado em Durban, na África do Sul. Apesar de lamentar a falta de continuidade, o gerente valorizou aquilo que foi construído.

“Infelizmente os trabalhos da base são sempre assim, não se tem continuidade por mais bem realizados. Ganhamos neste tempo de Santos seis campeonatos muito importantes em todas as categorias e um torneio sensacional na África do Sul com equipes europeias. Foi muito bom, criamos uma equipe de trabalho que nos deu um retorno muito grande em pouco tempo. Determinamos um número limitado por categoria para acompanhar e avaliar o trabalho que era executado pelos treinadores, e isto realmente deu muito resultado”, avaliou.

Questionado sobre o intercâmbio com o profissional, o ex-funcionário reforçou o bom aproveitamento feito pelo Santos. Nomes como Gabriel, Lucas Otávio, Leandrinho, Stefano Yuri e Diego Cardoso, por exemplo, despontaram na base e chegaram a atuar no time principal em 2014. “Todos têm seu valor e suas características, alguns já estão amadurecendo e mostrando seu valor. Outros, com o tempo, também terão seu espaço. O importante é que dos dez atletas promovidos, todos tiveram espaço no ano passado. Alguns já foram para outros clubes (como o caso do Neílton), mas tiveram oportunidade de mostrar o porquê foram promovidos”, disse.

Após conquistar bi da Copinha entre 2013 e 2014, Santos não passou sequer da fase de grupos em 2015

Após conquistar bi da Copinha entre 2013 e 2014, Santos não passou sequer da fase de grupos em 2015 - Credito: Divulgação

Aproveitando o tempo hábil após o desligamento do Santos para reciclar as ideias e analisar novas propostas que vêm surgindo, Hugo defende que o incentivo a base é a melhor forma de o clube cultivar sua saúde financeira. “Sempre pensei que a saúde financeira dos clubes está na qualidade que o clube tem em suas categorias de formação, em desenvolver nos atletas o espírito vencedor com muita disciplina, pois nós que comandamos somos referência como dirigentes e até como membro da família que muitos infelizmente não têm”.

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