A saída de Enderson Moreira do Santos pegou os torcedores de surpresa na última quinta-feira. O técnico foi desligado do comando pouco depois de comandar um treino no CT Rei Pelé, o que gerou boatos sobre os reais motivos da interrupção do trabalho. Mas o próprio treinador garante que chegou a acordo com o presidente Modesto Roma Jr., não tendo sido demitido.
“Depois do treino fui chamado pelo presidente para ter uma conversa. Ele questionou algumas opiniões que dei na imprensa, demonstrou certa insatisfação. Eu disse para ele que também estava insatisfeito com algumas coisas, mas nem por isso bati na porta dele para reclamar dessas coisas”, compara Enderson em entrevista ao Sportv.
A especulação se deu porque nesta semana o treinador deu declarações que foram vistas como críticas aos jogadores da base santista. Paralelamente a isso, parte da torcida do Peixe reclama que o atacante Gabriel tenha menos chances do que o devido.
“Acredito que alguns conselheiros estejam de alguma forma pressionando pela situação do Gabriel”, entende Enderson. “Muito jogador da base é queimado no time principal porque não tem nenhum tipo de preparação. São jogados na arena sem ainda estarem preparados para isso”, argumenta.
Sempre pressionado, treinador ficou pouco menos de seis meses no comando do Santos, - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC
Fato é que a situação tornou-se insustentável, inclusive também com o treinador desgostoso. Ele alega não ter recebido direitos de imagem desde que chegou ao clube, em setembro. Além disso, reclama da falta de reforços.
“Algumas contratações eu achava possíveis de serem feitas, mas eles (diretoria) acharam que não. Entendo a condição financeira do Santos, mas acho que podíamos seguir por um caminho diferente”, fala o ex-santista.
Segundo ele, uma pressão dos conselheiros sobre Modesto Roma Jr. dificultaria muito sua permanência nas próximas semanas. Por isso, resolveu sair em comum acordo. “Deixei o cargo a disposição, caso ele (presidente) achasse melhor que eu saísse. A gente não poderia esperar três, quatro jogos, já que tinha essa pressão dos conselheiros. Então ele tomou essa decisão. Houve um acordo feito, nem eu pedi a demissão nem ele me demitiu prontamente”, finaliza.