Dorival Júnior assumiu o Santos na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro
(Foto: Sergio Barzaghi)
Quem esperava um Santos ainda abatido pela derrota na última quarta viu um time determinado e que goleou o Atlético-PR por 5 a 1 mesmo sem suas grandes estrelas em campo. Gabriel, Geuvânio e Vitor Bueno brilharam e fizeram Dorival Júnior muito feliz no último jogo do ano.
“É prazeroso ver um time com oito garotos iniciando uma partida, mantendo o nível muito parecido com o que o time apresentou lá atrás, com a equipe muito composta. Ver a equipe atuando assim depois de três dias de um revés como aquele (contra o Palmeiras), normal que gerasse uma dúvida. Eu fico satisfeito de ver a busca a todo momento”, comentou o treinador.
Entre tantos jogadores que sequer foram relacionados, o treinador admitiu que Nilson era o único com condições de jogo. Mas, como o jogador não deve ficar para 2016 e a torcida ainda não engoliu o gol perdido pelo centroavante na primeira final contra o Palmeiras, Dorival preferiu preservar o atleta.
“O Ricardo (Oliveira) está com um problema no joelho, não conseguia fazer os movimentos. Marquinhos Gabriel até tentou ir a campo ontem (sábado), mas não conseguia trabalhar com o pé esquerdo, uma pequena contratura. Braz vocês sabem (lesão). Renato vinha com o tornozelo se arrastando nas últimas dez rodadas de uma maneira muito intensa. Thiago Maia foi aquele choque ele teve no jogo com o Palmeiras, que ele teve inclusive que sair da partida. A exceção foi o Nilson. Apenas preservamos ele de uma situação desagradável diante de tudo o que aconteceu na última partida”, explicou o técnico.
A temporada de 2015, então, se encerrou. No Santos, fica um gosto amargo pelo time não ter conquistado o título da Copa do Brasil e também não ter conseguido se manter no G4 do Campeonato Brasileiro. Porém, Dorival Júnior não quer que o time seja refém do próprio sucesso, já que tais objetivos eram impensáveis no primeiro semestre.
“Acho que é uma equipe que há dez meses não tinha perspectiva nenhuma, era uma somatória de incertezas, insegurança. Ninguém sabia o que poderia acontecer. E você finaliza o ano com uma final de Paulista, final de Copa do Brasil e chega brigando por Libertadores via Brasileiro. Acho que foi uma no positivo, ainda que há alguns dias atrás tenhamos perdido o título da Copa do Brasil. Mas, se perdemos é porque a equipe fez por onde, fez por merecer. Detalhes tiraram o título”, finalizou.