Cuca comenta expulsão de Neymar e fala sobre jogo prejudicado por chuva

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Foto: Reprodução / Santos TV

Neste sábado, o Santos empatou com o Bahia por 1 a 1, pela 32ª rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro. Após a partida, o técnico Cuca comentou, em coletiva de imprensa, sobre a expulsão de neymar no intervalo.

O Camisa 10 do Peixe recebeu um cartão vermelho direto por cobrir a boca em uma discussão com o meio-campista Rodrigo Nestor.

"A gente tem que ter a cabeça fria, analisar as imagens que eu não vi ainda, entender o porquê das situações que ocorreram e depois conversar com o jogador. Hoje não deu tempo, nós fizemos a oração só ali e o agradecimento por ninguém ter se machucado e todos eles já foram embora. Então, amanhã com calma, a gente faz essas avaliações todas para daí discutir e procurar entender o porquê dessas situações todas terem ocorrido", disse Cuca.

"Ele é um jogador experiente, o Neymar é um jogador tarimbado. A gente tem que entender do Neymar o porquê de ter acontecido isso. Não adianta eu vir aqui julgar o jogador, jogar ele contra vocês. Não é efetivo. Eu quero entender o que aconteceu primeiro pra depois poder passar para vocês", acrescentou.

"Essas coisas, o sangue quente do campo eu tenho, os outros  Então não adianta eu vir aqui e julgar ele sem ter o conhecimento dos fatos. Depois que tiver o conhecimento do fato, amanhã ou segunda, eu me pronuncio para vocês", completou.

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Temporal

O duelo com o Bahia também foi marcado por uma forte chuva que caiu durante o primeiro tempo e deixou o campo praticamente alagado, prejudicando a qualidade do jogo. Cuca considerou que o Santos foi prejudicado em seu estilo de jogo pelas condições do gramado.

"Eu era favorável à parada do jogo. Primeiro por não dar condição mínima de ter jogo e segundo que não casava com o nosso estilo. Era ruim pra nós. Tanto foi que nós tomamos o gol e criamos menos chances do que eles após a chuva no primeiro tempo. No segundo, nós usamos pneu lameiro, ligamos o 4x4, tração e pronto. Nas trocas que nós fizemos, mesmo com um a menos, nós empurramos o Bahia para trás e seria um pecado a gente não sair pelo menos com um empate pelo volume de jogo que nós tivemos e a adaptação ao campo que a gente teve, principalmente no segundo tempo", analisou.

"A gente estava um pouco melhor que eles naquele momento. Tínhamos criado algumas chances com o Gabi e a bola na trave no chute do Neymar. Eles eram perigosos, principalmente nas bolas paradas ofensivas que eles têm um time muito alto. Quando entrou a chuva e ela entrou muito forte, nossa drenagem não aguentou e o campo ficou para aquele tipo de time muito desfavorável a nós", continuou.

O treinador expôs suas ideias, afirmando que mexeu no time para que estivessem em campo jogadores que fossem ser menos prejudicados pelas limitações impostas pela chuva.

"Não adiantava você ter ali o Bontempo, nem o Coutinho, ou ainda um ou outro jogador que não são para esse tipo de jogo. É um jogo mais de disputa, mais de bola chutada para frente para ganhar a segunda bola, uma bola parada, assim como a gente fez o gol. E a gente entendeu isso nas trocas que fizemos. Os que entraram entraram muito bem e incorporaram bem a equipe, tanto que nós com um jogador a menos tivemos o gol de escanteio", analisou.

"Então seria um pecado a gente não ter pelo menos empatado. A ideia nossa era vencer, encostar no Bahia, um ponto de diferença. Não deu. Segue quatro pontos. Vamos esperar a rodada acabar para preparar bem para quarta-feira fazer um bom jogo com o Palmeiras", concluiu.

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