Contra fraude, Santos assume risco de multa e tem exemplo do Palmeiras

Correspondente Lucas Musetti Perazolli - Santos,SP

24-09-2018 11:26:29

O Santos assumiu risco de levar multa para diminuir a possibilidade de fraude na regularização de associados antes da assembleia geral do próximo sábado para definir pelo impeachment ou pela permanência do presidente José Carlos Peres.

O Peixe proibiu o pagamento de mensalidades atrasadas em dinheiro no fim de semana - o prazo para regularização se esgotou neste domingo. A decisão feriu o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. Após apuração na Vila Belmiro no sábado, o Procon fez a ressalva, ouviu que a restrição seria mantida e deu seis dias para apresentação de defesa. A multa varia entre R$ 700 e R$ 9 milhões.

Para se defender, alvinegro mostrará que assumiu o risco depois do boletim de ocorrência feito na delegacia seccional de Santos na última sexta-feira. O presidente denunciou supostos pagamentos irregulares de mais de 500 sócios por meio da utilização indevida da senha de uma funcionária.

Além disso, o Santos alega que o Palmeiras aceita dinheiro, mas o volume é quase zero, e que a decisão foi tomada apenas para o fim de semana - os associados podem voltar a pagar em cash na secretaria social a partir dessa segunda-feira.

Com o pagamento apenas no cartão de débito ou crédito para o titular da conta, o Santos acredita que diminuiu o risco de fraude. Há uma sindicância interna em andamento para investigar outros possíveis mecanismos para burlar o sistema.

Na assembleia do próximo sábado, os associados adimplentes e filiados há pelo menos um ano poderão votar nas urnas de Santos. O clube disponibilizará ônibus de 15 em 15 minutos do Business Center, em São Paulo, para a Baixada Santista. Se o torcedor decidir pelo impeachment, o vice-presidente Orlando Rollo assumirá o mandato.

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