O Santos apresentou uma postura mais competitiva no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, mas não conseguiu transformar o maior volume de jogo em chances suficientes para buscar a remontada. O meio-campo teve alguns dos melhores nomes do Peixe, enquanto o ataque pouco produziu. As lesões de Neymar, Barreal e Lucas Veríssimo também prejudicaram os planos de Cuca durante a partida.
Defesa segura, mas concede as melhores chances
Gabriel Brazão teve pouco trabalho. O Palmeiras criou algumas das melhores oportunidades da partida, mas pecou na pontaria, principalmente com Maurício e Vitor Roque.
Lucas Veríssimo apresentou segurança nos duelos defensivos e ainda teve uma grande oportunidade no ataque. Após sobra dentro da área, porém, não conseguiu dominar em condições de finalizar. Com dores no tornozelo, deixou o campo no intervalo.
Luan Peres teve dificuldades no começo, porém melhorou na reta final do primeiro tempo, fazendi uma segunda etapa muito sólida. Escobar ficou condicionado pelo cartão amarelo recebido logo no início e pouco participou, enquanto Igor decepcionou e saiu no intervalo.
Oliva comanda meio-campo
Christian Oliva foi um dos destaques do Santos. O uruguaio teve boa participação na marcação, ajudou a interromper transições do Palmeiras e também apareceu na construção. No segundo tempo, com Willian Arão recuado para a defesa, passou a atuar praticamente sozinho como volante.
Final de jogo: Santos 0x0 Palmeiras. pic.twitter.com/9MpTpEzv75
— Santos FC (@SantosFC) September 3, 2026
Gabriel Bontempo teve uma atuação abaixo do esperado. Apesar de bastante acionado durante a construção, o meia não conseguiu ser associativo, uma de suas principais características ofensivas, e teve dificuldades para encontrar espaços e acelerar as jogadas do Santos. Com isso, pouco contribuiu para aproximar o meio-campo do ataque. Arão, por sua vez, teve bastante participação com a bola e ajudou na circulação antes de ser deslocado para a zaga.
Barreal fazia uma partida abaixo tecnicamente antes de sentir dores na parte posterior da coxa esquerda e ser substituído ainda no primeiro tempo. Rollheiser entrou com disposição e tentou assumir a organização, mas perdeu influência ao longo da partida.
Ataque produz pouco
Neymar foi o jogador mais acionado no setor ofensivo durante o primeiro tempo. Sofreu faltas, tentou acelerar as jogadas e obrigou Carlos Miguel a trabalhar em cobrança de falta, mas também segurou a bola em alguns momentos. Após sentir dores na coxa direita, não retornou para a etapa final.
Gabigol teve uma atuação apagada. Pouco participativo, recebeu uma das melhores oportunidades do Santos no segundo tempo, mas furou ao tentar finalizar dentro da área.
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Rony entrou com disposição, porém encontrou dificuldades nas tomadas de decisão e desperdiçou uma oportunidade ao finalizar por cima. Davizinho deu maior profundidade pelo lado direito e ainda exigiu defesa de Carlos Miguel em chute de fora da área.
Cuca não encontra solução ofensiva
Cuca escalou força máxima para tentar a improvável remontada, mas perdeu três jogadores por problemas físicos. O treinador aumentou a presença ofensiva no segundo tempo e assumiu riscos ao deixar Oliva como único volante, porém não encontrou soluções para desmontar a sólida defesa palmeirense. O Santos teve volume, mas faltaram criatividade e contundência para transformar a iniciativa em gols.