Atuações do Santos: defesa vai mal, e ataque sofre para reagir contra o Athletico-PR

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(Foto: Raul Baretta/ Santos FC)

O Santos teve mais posse de bola e volume ofensivo, mas voltou a apresentar problemas nas duas áreas na derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A defesa sofreu principalmente com Kevin Viveros, enquanto o ataque desperdiçou as melhores oportunidades que teve. Veja os destaques das atuações do Peixe.

Defesa vai mal e sofre com Viveros

O sistema defensivo do Santos teve uma noite difícil, principalmente para controlar Kevin Viveros. Adonis Frías foi quem mais sofreu. O argentino esteve envolvido nos problemas defensivos dos dois gols e, no segundo, não conseguiu acompanhar o atacante colombiano na corrida. João Ananias também encontrou dificuldades quando precisou defender com espaço às costas.

Gabriel Brazão, por outro lado, evitou que o prejuízo fosse maior. Depois dos dois gols sofridos no primeiro tempo, o goleiro venceu duelos importantes com Viveros na etapa final e impediu o terceiro gol do Athletico-PR.

Pelos lados, o Santos conseguiu participar mais ofensivamente do que defensivamente. Escobar, por exemplo, colocou uma boa bola na área para a bicicleta de Gabigol, enquanto Gabriel Menino teve volume pela direita, mas pouca precisão nos cruzamentos.

Meio-campo tem dificuldades

Christian Oliva esteve abaixo das últimas apresentações e participou negativamente da origem do segundo gol ao perder a bola no campo ofensivo. João Schmidt também encontrou dificuldades para proteger a defesa e dar velocidade à saída de bola.

Barreal começou como um dos melhores jogadores do Santos. Foi agressivo pelo lado esquerdo e criou a primeira grande oportunidade da partida ao encontrar Caballero livre na área. O argentino, porém, caiu bastante de rendimento com o passar do jogo, especialmente depois que o Athletico-PR abriu vantagem e passou a defender com as linhas mais baixas.

Mesmo assim, Barreal ainda apareceu em alguns dos principais lances ofensivos da etapa final. Levou perigo em cobrança de falta, serviu Rony em uma finalização bloqueada e teve uma oportunidade de cabeça. Faltou, porém, a mesma capacidade de desequilíbrio apresentada nos primeiros minutos.

Gabriel Bontempo também teve uma participação discreta quando atuou mais avançado. No segundo tempo, recuado, conseguiu aparecer mais na construção, mas sem conseguir mudar o panorama da partida.

Ataque desperdiça chances

A falta de eficiência ficou evidente logo aos quatro minutos. Caballero recebeu ótimo passe de Barreal e apareceu cara a cara com Mycael, mas parou no goleiro. Era uma oportunidade clara para colocar o Santos em vantagem antes de Viveros começar a decidir do outro lado.

Gabigol também teve uma boa possibilidade no primeiro tempo, ao tentar uma bicicleta após cruzamento de Escobar, mas passou perto da meta. De resto, o camisa 9 encontrou dificuldades para participar do jogo e pouco ameaçou o gol adversário.

Rollheiser foi uma das poucas mudanças de Cuca que deram resultado. O argentino entrou no intervalo no lugar de Caballero e melhorou a qualidade do Santos com a bola, aproximando-se do meio e participando da construção das jogadas. O time passou a ter mais presença ofensiva, mas continuou sem transformar o volume em oportunidades realmente claras.

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Rony também trouxe movimentação e teve uma chance após cruzamento rasteiro de Barreal, mas parou no bloqueio de Arthur Dias. As demais alterações aumentaram a presença física e ofensiva do Peixe, sem alterar significativamente o cenário.

Quando o Santos joga?

A próxima oportunidade de resposta será na quinta-feira. O Santos recebe o Macará, do Equador, às 19h (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

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