Depois de sofrer com tantas críticas em 2015, principalmente no segundo semestre, quando não suportou a sequência de jogos, o gramado da Vila Belmiro passa por uma grande reforma. Além de acabar com as irregularidades e diminuir a saída de tufos de grama, o novo campo do estádio Urbano Caldeira também ficará menor. O Santos resolveu adotar as dimensões padronizadas pela Fifa, que já são utilizadas nos estádios que sediaram a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.
Durante a reta final da temporada passada, o técnico Dorival Júnior não escondeu sua indignação com o estado do gramado da Vila, que atrapalhou o desempenho de sua equipe, famosa por jogar com toques rápidos e em velocidade, que à época ainda na busca do título da Copa do Brasil e pelo G4 do Campeonato Brasileiro.
Além das chuvas e do excesso de partidas das categorias de base e até do time feminino santista, a péssima condição do campo também foi consequência de uma falta de manutenção, já que o ex-presidente Odílio Rodrigues deixou de pagar a empresa responsável pelo trabalho até o fim de 2014.
Agora, para acabar com o rótulo de “brejo”, como disse Dorival se referindo ao gramado da Vila, o clube corre para entrar um campo digno ao comandante do time. O gerente de patrimônio, soluções e logística do Peixe, Alexandre Librandi, falou ao site do clube sobre o andamento da reforma. Confira a entrevista:
Quais são as principais novidades no novo gramado da Vila Belmiro?
Neste período de final de ano acontece uma manutenção mais forte. Nós paralisamos o gramado no dia 14 de dezembro, e ele só reabre agora com o uso do time profissional, no início do Campeonato Paulista. E a novidade maior é a padronização nas medidas do campo que vão ser as mesmas utilizadas na Copa do Mundo.
Quais são as dimensões do gramado hoje e como ficará após a reforma?
106 X 70 vai ficar com 105 x 68. Cada gol vai recuar 50 centímetros, né. Vai encurtar o campo em 50 centímetros e nas laterais 1 metro para cada lado.
Como é feita a manutenção do gramado?
É feito um corte, que nós chamamos de corte vertical, onde vai tirar aquele, vamos chamar assim, o colchão que fica no gramado, que solta muito a grama. Isso melhora a oxigenação, a circulação do oxigênio ali e também o fortalecimento da própria grama. E, com isso, também entra processos mais ligados ao pessoal da agronomia da empresa que trata, que é feito um processo de adubação. E a aeração do gramado, que consiste em pinos ocos numa máquina específica que fura o gramado para você ter também além de uma oxigenação melhor da raiz, uma melhora na drenagem, que, de acordo com todos os eventos que temos durante o ano da uma compactada na camada superficial do gramado. Isso ajuda também a melhorar bastante a drenagem.
Algo que chama muita atenção na Vila Belmiro é a drenagem?
Para ter uma ideia, o primeiro campo com drenagem a vácuo da América Latina é a Vila Belmiro. Foi feita em 1996/1997. Depois disso, só agora para a Copa, que tiveram alguns estádios, não são todos os estádios da Copa, mas alguns que tiveram um sistema similar. O nosso é americano, o sistema que foi implantado nesses novos estádios é um sistema europeu.
O fator climático ajudou ou prejudicou o gramado?
O que ajuda é o sol, por que a água eu controlo, não preciso da chuva, controlo com a irrigação Nós estamos em um período de bastante chuva. Mas agora que começou a manutenção tem tido um período de sol, o processo já está bem adiantado de manutenção e tudo está bem razoável e tranquilo.
