O Santos não precisou dominar o São Paulo para sair do Morumbis com a quinta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. No triunfo por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira, o Peixe encontrou dificuldades para controlar o adversário, principalmente sem a bola, mas compensou com eficiência ofensiva, poder de reação e qualidade nos momentos decisivos. Gabigol transformou as oportunidades em gols, Coutinho mudou o funcionamento da equipe em sua estreia e Diógenes sustentou a vantagem quando o Tricolor pressionou.
O resultado levou o Santos aos 41 pontos e reforçou a arrancada de uma equipe que começa a olhar para a parte de cima da tabela. A atuação, porém, também deixou alertas para Cuca.
Santos sofre com pressão e depende de Diógenes
O início da partida expôs uma das principais dificuldades santistas. O São Paulo conseguiu instalar rapidamente o jogo no campo ofensivo e pressionou principalmente por meio de bolas paradas e jogadas pelos lados. Diógenes precisou trabalhar desde os primeiros minutos, inclusive em uma cobrança fechada de Artur e em outra finalização do atacante.
O Santos demorou para conseguir controlar territorialmente o clássico. Mesmo quando encontrava espaço para atacar, não sustentava a posse por longos períodos e permitia que o São Paulo voltasse ao campo ofensivo.
O pênalti cometido por Lucas Veríssimo surgiu justamente em um período no qual o Tricolor conseguia incomodar a defesa alvinegra. A resposta imediata, porém, mostrou uma virtude importante do momento santista: a equipe não se desorganizou emocionalmente após sair atrás.
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— Santos FC (@SantosFC) October 3, 2026
O empate de Gabigol, pouco depois do gol de Luciano, impediu que o São Paulo aproveitasse o momento favorável e mudou o cenário do clássico antes do intervalo.
Eficiência compensa falta de controle
Se o Santos não conseguiu controlar o jogo pela posse de bola, foi mais eficiente quando encontrou espaços. Everton Cebolinha teve participação direta nos dois gols e Gabigol confirmou a grande fase ao aproveitar as oportunidades que apareceram.
Essa capacidade de ser vertical fez diferença. O Peixe não precisou construir um grande volume ofensivo para ameaçar Coronel. Quando conseguiu acelerar e encontrar seus jogadores de ataque em boas condições, mostrou qualidade para machucar a defesa tricolor.
O segundo gol sintetizou essa característica e acrescentou um elemento novo ao time. Coutinho, em sua estreia, recebeu de costas, escapou da marcação e encontrou Cebolinha em profundidade. O atacante acionou Gabigol, que eliminou Tolói e concluiu a jogada.
Além de participar do gol, Coutinho ofereceu ao Santos uma alternativa de criação diferente para a reta final da temporada. Ainda sem ritmo para assumir protagonismo durante uma partida inteira, o meia mostrou em um lance como sua capacidade técnica pode ajudar a equipe a encontrar soluções entre a pressão adversária e o ataque.
Santos sabe sofrer, mas ainda precisa controlar melhor
Depois da virada, o Santos teve de administrar um cenário desconfortável. O São Paulo ficou mais tempo com a bola e voltou a ameaçar, enquanto o Peixe buscava proteger a vantagem e explorar os espaços deixados pelo adversário.
A equipe conseguiu resistir, mas não sem sustos. Artur obrigou Diógenes a fazer uma grande defesa já perto do fim, e o goleiro santista voltou a aparecer diante de Danielzinho nos instantes finais. A atuação segura do camisa 12 foi fundamental para que a eficiência ofensiva não fosse desperdiçada.
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Há mérito em saber sofrer fora de casa e preservar uma vantagem em um clássico. Ao mesmo tempo, depender de intervenções importantes do goleiro mostra que o Santos ainda precisa evoluir na capacidade de controlar partidas depois de assumir o placar.
A quinta vitória seguida fortalece a confiança e aproxima o Peixe das primeiras posições do Brasileirão. Contra o Flamengo, na próxima quinta-feira, na Vila Belmiro, Cuca terá como desafio preservar a eficiência que decidiu o San-São e buscar maior controle durante os diferentes momentos da partida.