Análise: Santos sofre para controlar o Remo, mas eficiência de dupla garante vitória

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(Foto: Reinaldo Campos/ Santos F.C.)

O Santos não teve uma atuação dominante, sofreu para controlar o Remo em diferentes momentos, mas mostrou eficiência e poder de reação para vencer por 2 a 1 neste sábado, no Mangueirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em uma noite na qual esteve longe de apresentar seu melhor futebol, o Peixe encontrou na força da dupla Rony e Gabigol e na capacidade de decidir nos momentos importantes o caminho para chegar à quarta vitória consecutiva na competição.

O resultado reforça o bom momento da equipe de Cuca, que chegou a seis jogos de invencibilidade no Brasileirão. A atuação em Belém, porém, também deixou alertas. O Santos permitiu que o adversário chegasse com frequência ao seu campo defensivo, teve dificuldades para controlar o ritmo da partida e, mesmo depois de abrir o placar, não conseguiu administrar a vantagem.

Santos sofre para assumir o controle

O primeiro tempo evidenciou uma das principais dificuldades santistas na partida. Mesmo com Arthur, Gabriel Bontempo e Christian Oliva no meio-campo, o Peixe encontrou problemas para sustentar a posse e avançar de maneira organizada. O Remo conseguiu ocupar o campo ofensivo e obrigou Diógenes a trabalhar.


A equipe de Cuca melhorou apenas na reta final da etapa inicial, quando passou a encontrar mais espaços e conseguiu aproximar seus jogadores de ataque. A participação de Rodinei pelo lado direito também ofereceu uma alternativa importante, especialmente quando o lateral conseguiu avançar e atacar a marcação adversária.

Ainda assim, o Santos passou boa parte do confronto sem exercer o controle esperado diante de uma equipe que entrou na rodada na zona de rebaixamento e acumulava quatro derrotas consecutivas. Mesmo no segundo tempo, quando passou a ter mais a bola, continuou oferecendo espaços para o Remo chegar ao ataque.

Rony e Gabigol transformam eficiência em vitória

Se coletivamente o Santos oscilou, a parceria entre Rony e Gabigol resolveu a partida. A dupla já havia dado sinais de que poderia funcionar no primeiro tempo, quando o camisa 9 ajeitou de cabeça e Rony finalizou perto da trave. Depois do intervalo, a conexão entre os dois foi determinante.

O primeiro gol resume essa evolução. Rony tabelou com Gabigol, atacou o espaço e finalizou com precisão. Mais do que uma jogada isolada, o lance mostrou o benefício de uma maior aproximação entre os dois atacantes, algo que nem sempre aconteceu durante o confronto.

Gabigol ainda foi responsável pelo gol da vitória. Em uma partida na qual o Santos não criou um grande volume de oportunidades claras, o camisa 9 participou diretamente dos dois gols e foi decisivo para transformar uma atuação irregular em três pontos.

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A entrada de Lima no lugar de Gustavo Henrique também ocorreu pouco antes de o Santos abrir o placar e deu nova configuração ao meio-campo na reta final. O Peixe passou a encontrar melhores condições para atacar, ainda que não tenha conseguido controlar o confronto depois de ficar em vantagem.

Vitória mostra força, mas controle ainda preocupa

O principal problema apareceu justamente após o 1 a 0. Em vez de diminuir o ritmo do Remo e administrar a vantagem, o Santos permitiu uma resposta rápida. A falha de Diógenes teve peso direto no empate, mas o lance também expôs a dificuldade coletiva para esfriar a partida e proteger o resultado.

A reação imediata, por outro lado, merece destaque. O empate poderia ter abalado uma equipe que já havia encontrado dificuldades durante boa parte da noite, mas o Santos voltou a atacar e encontrou o segundo gol poucos minutos depois. A bola parada, com cobrança de Bontempo, desvio de Lucas Veríssimo e conclusão de Gabigol, garantiu o triunfo.

A quarta vitória consecutiva confirma uma evolução importante do Santos no Brasileirão, inclusive pela capacidade de vencer partidas nas quais não consegue impor seu melhor futebol. O Peixe chega à pausa para a data Fifa em ascensão e dentro da primeira metade da tabela. Para o clássico contra o São Paulo, no Morumbis, porém, fica o alerta: competir e ser eficiente tem rendido resultados, mas controlar melhor os jogos será necessário para sustentar a sequência positiva.

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