Análise: Santos compete, mas sai no prejuízo com lesões e não consegue remontada

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Foto: Raul Baretta/ Santos FC.

O Santos deixou a Copa do Brasil sem conseguir a remontada que parecia improvável desde a derrota por 3 a 0 no jogo de ida. O empate sem gols com o Palmeiras, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, porém, mostrou uma equipe diferente daquela que havia sido dominada no Nubank Parque.

O Peixe teve iniciativa, controlou boa parte da partida e competiu melhor, mas esbarrou novamente em um problema que tem acompanhado o time: faltou transformar volume em chances claras e, principalmente, em gols. Além disso, viu o rival da capital criar as melhores oportunidades.

A necessidade de marcar pelo menos três vezes obrigava o Santos a assumir o protagonismo desde o início. E foi o que aconteceu. A equipe de Cuca adiantou suas linhas, recuperou bolas no campo ofensivo e teve Neymar, Barreal e Bontempo como responsáveis por tentar acelerar as jogadas.

O problema esteve no último terço. O Santos chegou com frequência às proximidades da área, mas encontrou dificuldades para romper uma defesa palmeirense compacta e confortável com o cenário do confronto. Faltaram infiltrações, presença na área e finalizações. Neymar obrigou Carlos Miguel a trabalhar em cobrança de falta, enquanto Lucas Veríssimo desperdiçou uma boa oportunidade ao não conseguir dominar a bola em condições de finalizar.


Era justamente o primeiro gol que poderia colocar pressão em um Palmeiras que entrou em campo respaldado pela enorme vantagem construída na ida. Ele nunca veio.

Lesões desmontam plano de Cuca

Se a missão já era complicada, tornou-se ainda mais difícil com os problemas físicos. Barreal deixou o campo ainda durante a primeira etapa, enquanto Neymar sentiu a coxa direita aos 44 minutos e não retornou para o segundo tempo. Lucas Veríssimo também precisou sair no intervalo.

As baixas tiraram do Santos dois de seus principais jogadores de criatividade justamente quando a equipe precisava aumentar a pressão.

Cuca tentou compensar. Recuou Willian Arão para a defesa, deixou Christian Oliva como único volante e colocou mais jogadores de características ofensivas. Rony, Rollheiser, Moisés e Davizinho passaram a participar da tentativa de reação.

A estratégia aumentou o número de homens à frente, mas não tornou o Santos mais perigoso. O Palmeiras passou a encontrar espaços para contra-atacar e teve, com Vitor Roque, uma das melhores oportunidades do segundo tempo. Do outro lado, as tentativas santistas foram predominantemente de média distância, como nos chutes de Rony e Davizinho.

Eliminação foi construída na ida

A atuação na Vila também reforça que a classificação foi perdida, em grande medida, no primeiro confronto. O Santos não repetiu o desempenho ruim da derrota por 3 a 0, mas carregava uma desvantagem que praticamente exigia uma partida perfeita para ser revertida.

Esse jogo perfeito não aconteceu.

O Peixe mostrou organização, intensidade e capacidade de competir com o Palmeiras, dando sequência a alguns sinais positivos apresentados na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no último domingo. Mas competir não era suficiente nesta quarta-feira.

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O Santos precisava ser contundente. Precisava transformar o controle em oportunidades e as oportunidades em gols. Não conseguiu.

A eliminação, portanto, deixa uma sensação diferente daquela provocada pelo jogo de ida: o Santos não caiu por ter sido inferior durante os 90 minutos na Vila Belmiro, mas porque não conseguiu fazer o resultado que sua própria atuação desastrosa no primeiro confronto tornou necessário. A melhora existe, mas ainda falta ao time de Cuca aquilo que mais pesa em jogos decisivos: capacidade para transformar bons momentos em vantagem no placar.

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