Análise: Santos não brilha em estreia de Lisca, e empate sem gols reflete desempenho

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Foto: Ivan Storti/Santos FC

Por: Guilherme Goya

O Santos contou com a estreia de Lisca neste domingo, quando empatou em 0 a 0 com o Fortaleza no Castelão. Com poucos treinos comandados pelo novo técnico, o Peixe não brilhou no último jogo do primeiro turno e viu o empate sem gols ser reflexo disso.

Apesar do pouco tempo de trabalho com Lisca, havia expectativa de uma vitória fora de casa, já que o Fortaleza ocupa a lanterna do Brasileirão. Desfalques no miolo de zaga (Maicon e Luiz Felipe no departamento médico), eram motivos de preocupação antes da partida. Contudo, a equipe teve atuação sólida na defesa e viu o ataque ser o ponto de decepção.

O sistema defensivo santista conseguiu segurar o ímpeto do Fortaleza, que iniciou o jogo com boa presença no campo de ataque. Marcando em bloco baixo, o Peixe deu certa liberdade para os meias do adversário, mas conseguiu proteger bem a área e não correu muitos riscos. O time da casa teve apenas duas finalizações de maior perigo na etapa inicial, mas João Paulo pouco precisou trabalhar.

Em termos ofensivos, a equipe santista mostrou pouco repertório. É verdade também que o gramado do Castelão complicava a troca de passes e jogadas mais elaboradas. Assim, o Peixe tentou alguns contra-ataques nas costas da zaga, mas levou perigo mesmo em um cabeceio de Bauermann em cobrança de escanteio e no chute de fora da área de Felipe Jonatan.

O desempenho melhorou na segunda etapa. Menos “acanhado”, como definiu Lisca na coletiva pós-jogo, o Santos criou duas boas oportunidades com Marcos Leonardo com menos de dez minutos. O Peixe conseguiu igualar os duelos na altura do meio de campo e teve um pouco mais de criação ofensiva. Mesmo assim, foi pouco volume para se impor sobre o adversário.

Em situação crítica na lanterna, o Fortaleza se lançou ao ataque para buscar a vitória. Com isso, deixou espaço e o jogo ficou aberto e até favorável para o Santos nos contra-ataques. Nesse contexto, ngelo veio do banco de reservas e foi uma peça com dinâmica para o setor ofensivo. O garoto de 17 anos puxou ao menos duas grandes jogadas pelo lado direito e serviu Marcos Leonardo, que não conseguiu aproveitar os lances.

Não era de se esperar mudanças tão profundas com tão pouco tempo de trabalho de Lisca no clube. Depois do jogo, o próprio treinador admitiu que a logística da viagem atrapalhou a estratégia da equipe em campo. Se o sistema defensivo foi o ponto positivo, o ataque vai precisar ser ajustado para o próximo compromisso santista.

A boa notícia é que o Santos só volta a campo na próxima segunda-feira, quando recebe o Fluminense na Vila Belmiro. Até lá, Lisca terá uma semana inteira para trabalhar e conhecer melhor o seu elenco.

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