Vinícius Baldin
A eliminação precoce no Campeonato Paulista, ainda na fase de classificação, permitiu ao Santos ter um período, raro no futebol brasileiro, de 16 dias sem qualquer jogo oficial até a estreia na Copa Sul-Americana na noite de terça-feira. O técnico argentino Fabián Bustos, recém contratado, teve, então, um tempo precioso para conhecer os jogadores e a estrutura do clube, colocar suas ideias em prática e começar a dar uma cara para o time.
No entanto, o que se viu em campo na derrota por 1 a 0 para o Banfield, na Argentina, em nada se parece com o que descrito acima. Em todo o primeiro tempo e no começo do segundo, até os 15 minutos, o Santos foi um time apático, sem criação de jogadas e muita desorganização, especialmente no setor defensivo. O problema é que nesse período saiu o, belo e raro, gol do Banfield.
Com relação ao esquema tático, o tempo de treinamento já era para dar algum resultado em campo. No entanto, o sistema de três zagueiros (Kaiky, Maicon e Bauermann) e dois volantes (Willian Maranhão e Rodrigo Fernández) não deu certo. Os alas não defenderam e nem atacaram, o experiente Ricardo Goulart, que poderia dar um ritmo de jogo ao time, alternando passes e lançamentos além de conclusões ao gol, não conseguiu produzir nada de bom e a dupla de frente foi nula.
A entrada de Rwan no segundo tempo e a mudança do esquema de três para dois zagueiros mostrou uma melhora do Santos em campo. Esse pode ser um caminho a ser seguido por Bustos para a sequência da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil e para a estreia no Campeonato Brasileiro.
Quem sabe, assim, será possível ver uma atuação melhor contra o Fluminense, neste sábado, no Rio de Janeiro, e uma reabilitação na competição continental, com a torcida junto na Vila Belmiro, na semana que vem contra a Universidad Católica, do Equador.