Análise: desfalques fazem falta, mas base do Santos evita derrota para o Galo

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Marcelo Baseggio

O Santos esteve próximo de sair derrotado pelo Atlético-MG neste sábado, no Mineirão, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo abriu o placar logo aos cinco minutos de jogo, era superior e, como se não bastasse, jogou boa parte do segundo tempo com um homem a mais, já que Lucas Pires recebeu cartão vermelho, porém, o que se viu a partir da expulsão foi um Peixe bem diferente.

O Santos sentiu muita falta de Marcos Leonardo, que está com a Seleção Brasileira sub-20, e Léo Baptistão, que sofreu uma lesão na coxa. Ofensivamente, o time de Fabían Bustos não conseguiu produzir e dependeu de ligações diretas e bolas alçadas na área para agredir o Atlético-MG no primeiro tempo.

Ironicamente, o time só foi melhorar de desempenho a partir do momento que ficou com um homem a menos em campo por causa da expulsão de Lucas Pires, que derrubou Savinho na entrada da área quando ele saía cara a cara com João Paulo em jogada de contra-ataque.

Sem o lateral-esquerdo, o Peixe se segurou defensivamente e soube explorar bem os espaços deixados pelo Atlético-MG, sedento pelo segundo gol para garantir a vitória sem sustos. Mas, o time comandado por Antonio ‘Turco’ Mohamed pagou caro por adotar uma postura bastante ofensiva na reta final do jogo.

Com as ausências de Marcos Leonardo e Léo Baptistão, coube aos jovens revelados pelas categorias de base correr atrás do prejuízo e evitar a derrota em Minas Gerais. Rwan começou jogando, mas só passou a levar mais perigo à meta adversária depois que o garoto Ângelo foi acionado no segundo tempo.

Rwan empatou o jogo de pênalti após Eduardo Bauermann ser derrubado dentro da área, em cobrança de falta pela direita. A falta aconteceu justamente pelo fato de o Santos estar rondando o gol atleticano, muito graças à velocidade e boa leitura de jogadas do autor do gol santista e de Ângelo.

Após o empate, o Santos ainda teve algumas chances para virar o jogo, sempre com Ângelo, de certa forma, participando das jogadas. Quando não concluía a gol, o jovem atacante contribuía para que outro companheiro levasse perigo.

Fato é que mesmo com um elenco limitado e sem alguns de seus principais jogadores, o técnico Fabián Bustos sabe que a base do Santos segue sendo fundamental para preencher lacunas e suprir carências. Que sorte do Peixe!

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