O Santos sofreu uma avalanche de ações na Justiça recentemente em função dos salários atrasados. Em pouco tempo, porém, a nova administração conseguiu sanar as pendências, restando agora ‘apenas’ o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores. Mas nem todo mundo está satisfeito com sua situação no clube. É o caso do argentino Patito Rodriguez.
“Só eu estou trabalhando sem receber. Isso é sacanagem”, desabafou. “Estou esperando, querendo receber e treinando normalmente. Todo mundo recebeu e eu não. Vou ver o que acontece e esperar”, disse o atacante, que não consta como uma das principais opções de Enderson Moreira para o setor ofensivo.
Contratado em julho de 2012 por R$ 2,5 milhões do Independiente, da Argentina, Patito chegou como grande promessa. O veloz atacante foi elogiado por Muricy Ramalho, técnico do Peixe à época, em seus primeiros treinos, mas nunca conseguiu corresponder às expectativas em campo e, aos poucos, foi perdendo espaço da equipe. Agora, Patito vive um dilema. O jogador diz perceber a intenção da diretoria santista, mas quer resolver sua situação de outra forma, até com intenção de ser reintegrado ao time.
“Dia 13 de janeiro, eu falei com eles, mas estão esperando que eu entre na Justiça para sair. Mas não vou fazer isso porque não tenho time. Eu só jogo futebol. Eu já avisei que não vou entrar na Justiça. Vou jogar onde hoje? Em fevereiro, todos os times estão com os elencos fechados”, explicou, antes de reiterar o desejo de permanecer no Santos. “Na verdade, não sei porque isso acontece. Não queria sair, estou bem aqui, minha mulher está aqui, todos estão adaptados”, contou.
Com futuro indefinido, Patito segue se preparando fisicamente para estar à disposição quando solicitado - Credito: Divulgação/Santos FC
Na reapresentação do grupo santista para a temporada, Patito Rodriguez não apareceu. O argentino deveria ter dado as caras no CT Rei Pelé dia 8 de janeiro, mas só se apresentou dois dias depois. Segundo o atleta, a ideia era tentar arrumar algum clube no seu país natal. “Eu já estava atrasado, falei com o Zanotta (André, gerente de futebol) para procurar outro time e eu estava procurando um time na argentina. Ele falou para eu procurar um time, e fiquei tentando lá (na Argentina)”, revelou Patito, que segue treinando separado do grupo e sequer foi inscrito pelo Santos no Campeonato Paulista. “Estou tranquilo, treinando e esperando. A única coisa que sei é que todo mundo, menos eu, recebeu salário”, encerrou.
Com contrato até julho de 2016, Patito Rodriguez chegou a ser emprestado ao Estudiantes, da Argentina, em 2013. Mas retornou no ano seguinte sem ter feito sucesso no seu próprio país e realizou apenas sete jogos pelo time santista na última temporada. Ainda em 2014, o jogador quase acertou sua transferência, em agosto, para o Johor, clube da Malásia, que estava disposto a pagar cerca de R$ 2,7 milhões pelo argentino. O negócio era visto com bons olhos pela diretoria santista, mas acabou melando.
No fim do mês passado, surgiu a possibilidade do PAOK Thessaloniki, da Grécia, comprar os 50% dos direitos econômicos do jogador que pertencem ao Santos. O clube grego, no entanto, parece ter recuado e, pelo menos até agora, não apresentou uma proposta oficial. Patito chegou até a dar entrevistas a jornais gregos admitindo que seria uma boa oportunidade para dar prosseguimento na sua carreira. Com a camisa do alvinegro praiano, o argentino marcou apenas 2 gols em 44 partidas.