Milton Mendes prefere valorizar elenco que tem em mãos a conjecturar reforços (Foto:Divulgação/Santa Cruz)
Credenciado a disputar a elite do futebol brasileiro após dez anos, o Santa Cruz segue na intenção de reforçar o elenco ao máximo para disputar a Série A. Com vantagem de dois gols para chegar à final do Campeonato Pernambucano, a equipe despista e admite que a chegada de Renato Cajá ainda é uma utopia.
Após se destacar com a camisa da Ponte Preta, no Brasileirão de 2015, Cajá foi negociado com o futebol dos Emirados Árabes, mas parece não ter se adaptado à rotina pregada pelo Al Sharjah. Aos 31 anos, o jogador tem a volta ao Brasil reclamada, mas até então as menções não passaram de boatos.
Em coletiva antes da decisão contra o Náutico, válida pela semifinal do Pernambucano, Mendes se desvinculou de assuntos de mercado, apesar de ter elogiado a capacidade de Cajá, e preferiu concentrar seus esforços no elenco que tem à disposição.
“O Renato Cajá é um jogador que todo treinador gostaria de ter, mas é utópico pensarmos nisto. Não foi falado comigo sobre isso, está sendo mais valorizado não sei de quem, não sei absolutamente nada a esse respeito”, esquivou-se, atendo-se às projeções para o jogo válido pela semifinal.
“Estou pensando nos meus jogadores, no que tenho. Não estou pensando agora no que eu possa vir a ter. Neste momento, o mais importante são os homens que estão ali dentro agora. Para mim, são os melhores do Brasil, quiçá do mundo, porque são meus. Não vou desejar nada que é do próximo, então tenho eu valorizar o que é meu”, disse o técnico.
Planejando estar à beira do gramado neste domingo, para tentar a vaga na final diante do Náutico, Milton Mendes ainda pode ser punido em razão da confusão no jogo contra o Bahia, pela Copa do Nordeste, quando desferiu uma cabeçada em um membro da comissão técnica do Tricolor de Aço.