Presidente do Real Madrid descarta renúncia e comenta briga interna

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Foto por JAVIER SORIANO / AFP

O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, apareceu para uma coletiva de imprensa inesperada nesta terça-feira. O clube vem passando por algumas polêmicas nas últimas semanas, além dos resultados negativos no âmbito esportivo.

Assim que sentou de frente ao público, Florentino deixou claro o motivo de ter marcado a coletiva: "Lamento informar que não vou renunciar. Anuncio que convocarei eleições para a reeleição deste conselho de administração".

O cartola ainda deixou claro que qualquer interessado em se candidatar para disputar a presidência contra sua permanência no cargo deve oficializar a intenção de forma imediata.

"Há uma campanha contra mim e estou convocando eleições, porque o Real Madrid é dos sócios", começou Pérez. "Por que os jornalistas querem atacar o clube mais prestigiado? Nós temos tudo. Somos o clube com a maior receita, com o elenco mais valorizado. Isso não é um desastre porque não vencemos o Barcelona outro dia. É uma campanha organizada contra mim", continuou.

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Caso Negreira

Florentino também afirmou que fará um dossiê para a UEFA, com informações do "Caso Negreira", que explodiu em 2023.

"Recentemente tomamos conhecimento do 'Caso Negreira', que é um caso incompreensível que ainda se arrasta. Eles vêm pagando há duas décadas e vamos apresentar um dossiê à UEFA imediatamente, porque isso merece ser resolvido", afirmou o presidente.

Na sequência, o espanhol voltou a comentar o suposto caso de corrupção e expôs o presidente do comitê de arbitragem, que teria dito ao Real Madrid para “esquecer isso”.

"A corrupção sistêmica que existe. O fato de termos que ouvir o presidente do comitê dizer que temos que esquecer isso. É o maior caso de corrupção da história do futebol. E, quando a competição terminar, vou enviar um dossiê de 500 páginas para a UEFA", disse Florentino.

Desabafo

Antes de abrir para perguntas, Florentino declarou que somente sairá do cargo de presidente do clube caso seja vencido nas eleições.

"Dizem que estou cansado. Estou cansado porque administro duas empresas e viajo muito, mas a partir de amanhã vou lutar novamente. Trabalhei muito para reerguer o Real Madrid e não quero que eles voltem ao poder. Se quiserem que eu saia, sairei quando alguém me derrotar nas eleições. E sempre lutarei para defender os interesses dos sócios", desabafou.

Esclarecimentos

Durante a entrevista, a maior parte das perguntas dos jornalistas girou em torno de uma possível chegada de Mourinho e da situação dos jogadores em meio às recentes polêmicas. Florentino foi direto ao abordar os temas e ressaltou que seu objetivo era apenas prestar esclarecimentos à imprensa sobre a própria situação.

"Não vou falar de treinadores ou jogadores. Estou concorrendo para devolver o patrimônio do Real Madrid aos seus sócios. E estou aqui para dizer que não vou renunciar e que vou concorrer às eleições", disse o espanhol.

Apesar disso, Florentino comentou a confusão recente entre Valverde e Tchouaméni e afirmou que não foi a primeira briga que presenciou.

"Acho terrível que dois jogadores tenham brigado, mas estou aqui há 26 anos e sempre houve brigas. O caos que tentaram criar vem de pessoas que acham que eles não vão continuar. O vazamento me parece ainda pior. Em meus 26 anos, é a primeira vez que vejo algo assim, e acho horrível", relatou o presidente.

Logo em seguida, Florentino afirmou que o clube já tem conhecimento de quem seria o suposto "dedo-duro" que está vazando as informações internas do clube. E, por fim, o presidente deixou um recado para o relator: "Deixem comigo. Eu vou cuidar de quem está vazando".

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