Fim de jejum e recuperação animam Borges: "Soldado caído, não morto"

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Dezenove minutos foram necessários para que Borges deixasse de ser o “vilão” da partida contra o Avaí para se tornar o “herói”. Após perder um pênalti, o atacante marcou o primeiro gol da Macaca na vitória por 2 a 0 e, de quebra, encerrou o seu jejum pessoal, que já vinha desde o dia 3 de junho.

“Não digo que fui de vilão a herói. Só erra quem treina, né? Só acontece com quem treina. É lógico que eu queria muito fazer o gol no pênalti para dar tranquilidade pra equipe antes, mas a gente nunca pode desistir”, começou o atacante na saída do gramado.

“O soldado pode estar caído, mas não morto. A vitória não foi do Borges, não. A vitória é do grupo”, exaltou o atleta de 34 anos, um dos mais experientes do grupo pontepretano.

“Disseram que queriam acertar um cruzamento para mim, que iam me procurar na área”, revelou Borges. Coincidentemente, seu gol foi fruto de uma cabeçada aos 14 da etapa final, após cruzamento de Gilson. O segundo gol foi marcado por Felipe Azevedo aos 27.

“Eu fui muito bem recebido pelo grupo desde que cheguei. Eu procuro sempre o gol nos treinamentos, vocês (repórteres) sabem, mas hoje fui infeliz na cobrança. Como um dos jogadores mais experientes do grupo, com alguns títulos conquistados, eu sabia que tinha que assumir a cobrança”, completou.

Amigo pessoal de Borges, o goleiro Marcelo Lomba celebrou o triunfo. “É o que eu dizia para ele. É a mesma coisa de eu falhar, não posso abaixar a minha cabeça quando acontece. Ele estava bem e preparado, então Deus colocou uma bolinha ali na cabeça dele e saiu o gol”, comemorou o arqueiro.

“Fico feliz pelo Borges ter feito o gol, isso mostra que o nosso elenco é forte. Tem que querer mais, tem que ser ambicioso. A Ponte tinha que estar brigando lá em cima”, ressaltou Lomba. Na última terça-feira, dia 11 de agosto, a Macaca completou 115 anos de história.

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