Principais “cobaias” dos jogos disputados às 11 horas, Ponte Preta e Goiás ficaram no empate sem gols neste domingo. Segundo o técnico Guto Ferreira, a mudança de horário tem efeito negativo sobre os atletas, principalmente em um estádio como o Moisés Lucarelli. O comandante da Macaca ainda revelou um mal-estar do atacante Borges durante o intervalo.
“Depende do estádio. O Moisés, por exemplo, é um estádio aberto no qual o sol toma conta tanto na arquibancada quanto no gramado, não é uma arena. O fato de ser aberto faz com que tudo aqueça muito. É diferente de jogar no novo Palestra Itália, na Arena do Grêmio... As ‘arenas’, em geral, conseguem manter um ambiente mais fresquinho na parte da manhã. Não sei se é porque o cimento fica gelado, não sei explicar”, começou.
“Essas arenas tem muita sombra por causa da cobertura, então o jogo fica um pouco menos desgastante nesse horário. Mas acredito que tanto aqui no Moisés, quanto na Ilha do Retiro, em Chapecó, em Joinville, Florianópolis, enfim... Nesses estádios, a coisa fica mais pesada”, avaliou Guto. A alta temperatura em Campinas ainda obrigou a arbitragem a paralisar o jogo em duas oportunidades.
“Eu já estava sofrendo, e olha que eu nem estava lá dentro correndo”, divertiu-se o técnico, que revelou um mal-estar de Borges no intervalo – motivo pelo qual o atacante não voltou para o banco de reservas no segundo tempo. “Em relação ao Borges, tive a informação no intervalo de que ele estava sendo medicado. Depois fiquei sabendo que ele não teria condições de subir ao banco, que estava fora”, comentou.
A Ponte foi a primeira equipe a testar o novo horário proposto pela CBF, contra o Grêmio, na Arena, no dia 10 de maio. A partida terminou empatada em 3 a 3. Na terceira rodada do Brasileirão, o Goiás venceu o Palmeiras no Palestra Itália por 1 a 0 no período matutino, no dia 24 de maio. O próximo jogo agendado para o horário da manhã é o confronto entre Cruzeiro e Chapecoense, que acontece no domingo que vem.