O duelo entre Paysandu e Santa Cruz, disputada nesta terça-feira, no Estádio da Curuzu, em Belém, terminou com um saldo negativo. Antes do início do jogo – atrasado em quase uma hora – integrantes de torcidas organizadas dos clubes entraram em conflito na travessa do Chaco, próximo ao local da partida.
O problema ocasionou roubos, furtos, correria e carros apedrejados. Cacos de vidro, munições e pedaços de madeira ficaram espalhados no chão após o tumulto, que culminou em sete policiais feridos e 12 pessoas detidas.
O início da confusão teria ocorrido quando torcedores da equipe pernambucana chegavam ao estádio e se encontraram com integrantes da facção “Torcida Bicolor”. “Aproximadamente 13 torcedores do Santa Cruz chegaram, e a organizada do Paysandu estava municiada com pedras e atacou os adversários. Eles aproveitaram um problema na parte elétrica, na área externa. A PM chegou e conseguiu evitar algo pior”, disse o coronel da Polícia Militar, Janderson Viana.
Os envolvidos no tumulto foram detidos e levados à seccional do bairro de São Brás para prestarem depoimentos. Eles devem ser acusados de dano ao patrimônio público, já que vandalizaram uma viatura, e lesões corporais.
Dentro do estádio, também houve intercorrências. Além do apagão, uma embalagem de descongestionante nasal foi arremessada em direção ao gramado no intervalo do jogo, mas bateu no vidro de proteção. O torcedor Raimundo Nonato de Matos Ferreira, de 44 anos, foi detido pela Polícia Militar imediatamente. Apesar disso, o árbitro não citou o ocorrido na súmula.
Em contrapartida, Glauco Nunes Feitosa relatou, no documento, a falta de luz no estádio. Em maio deste ano, na Copa do Brasil, o estádio da Curuzu também sofreu apagão, e o Paysandu acabou multado em R$ 3 mil.