Investigação sobre Fair Play Financeiro do PSG será reaberta pela Uefa

São Paulo, SP

03-07-2018 14:26:47

A novela sobre o Fair Play Financeiro do Paris Saint Germain ganhou mais um capítulo nesta terça-feira. A Uefa informou por meio de seu site oficial que o caso será reaberto e que a decisão previamente dada de encerrar a investigação será revisada pela entidade.

O clube francês havia sido absolvido pela Câmara de Investigação do Controle Financeiro dos Clubes da Uefa (CFCB), após acusação de ter burlado o Fair Play Financeiro nas compras de Neymar e Mbappé na início da última temporada.

O caso começou a ser investigado em setembro de 2017 e foi arquivado há cerca de duas semanas, já que o órgão europeu teria entendido que o PSG cometeu "infrações aceitáveis" nessas transações. No entanto, a entidade decidiu reabrir a investigação e o caso será submetido a outro tribunal, a Câmara Adjudicatória do órgão.

Contudo, segundo afirmou a Uefa, a reabertura do caso não significa que haverá necessariamente uma reversão no resultado previamente concedido.

O PSG já se manifestou através de um comunicado oficial e garantiu que vai fornecer todas as informações necessárias para a investigação. "O clube declara que realizou um número significativo de transferências nos últimos dias para cumprir a decisão do CFBC e que continuará, como fez desde o dia 1 de setembro de 2017, a fornecer todas as informações solicitadas pele CFCB e pela Uefa".

A investigação foi aberta em setembro de 2017, depois que o PSG desembolsou 222 milhões de euros (cerca de R$ 821 milhões na cotação da época) para contratar Neymar - a transferência mais cara da história do futebol mundial. Além disso, o clube ainda terá que pagar 180 milhões de euros (aproximadamente R$ 785 milhões) por Mbappé, contratado por empréstimo junto ao Mônaco com valor de compra previamente definido.

Segundo a regra do Fair Play Financeiro da Uefa, os clubes não podem gastar mais 5 milhões de euros do total que ganharam nos últimos três anos. Esse limite pode ser excedido se estiver garantias financeiras dos donos ou entidades envolvidas, mas o gasto não poderia passar de 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 131 milhões).

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