Técnico reclama de desfalques, mas Mattos avisa: "Não adianta lamentar"

Imagem ilustrativa para a matéria
Marcelo Oliveira teve de ouvir Mattos dizer que reservas também são úteis (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Marcelo Oliveira teve de ouvir Mattos dizer que reservas também são úteis (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Marcelo Oliveira teve de ouvir Mattos dizer que reservas também são úteis (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Após ser chamado de burro por torcedores na derrota para a Ponte Preta, no Palestra Itália, Marcelo Oliveira passou quase toda a sua entrevista coletiva falando de desfalques – Arouca e Robinho estão machucados. Mas o diretor de futebol Alexandre Mattos atendeu a imprensa logo depois ressaltando que não adianta mais o Palmeiras ficar lamentando.

“Não adianta falar que jogadores importantes estão fora. Faz parte. Temos elenco para isso. Esses jogadores que jogaram já resolveram em outras situações”, definiu o dirigente, aumentando o tom de voz ao mostrar indignação com o resultado dessa noite.

“Treinamos, mas faltou colocar em prática. Vamos trabalhar um pouco o emocional, isso se desestabilizou. E, obviamente, precisamos melhorar mesmo, jogar o que está treinando. Isso que foi incompreensível”, prosseguiu Mattos, ressaltando, que apesar das reclamações, o gol que definiu a vitória da Ponte Preta foi em pênalti que Victor Ramos realmente cometeu.

“Para mim, foi pênalti”, falou o diretor, discordando dos jogadores ao analisar o chute que bateu no braço do zagueiro. “E não tem de reclamar de pênalti ou arbitragem, mas daquilo que produzimos. Aliás, daquilo que não produziu. O Palmeiras jogou mal e, por isso, perdeu”, concluiu.

Mas Marcelo Oliveira pensa diferente. Avisou que não foi pênalti, embora não culpe a jogada pela derrota. Preferiu lamentar a lesão muscular que Robinho voltou a sentir durante o treino de domingo e responsabilizar a incapacidade de marcação de Andrei Girotto, usado entre os titulares nos últimos dois treinamentos e substituído com menos de meia hora de jogo.

“Às vezes, você tira um ou dois jogadores de um time e esse time se desarruma, perde o poder de conjunto. Treinamos bastante, e muito bem, mas, infelizmente, o Robinho não pôde jogar. Aí escalamos dois volantes com a intenção de marcar mais, soltar laterais e usufruir da bola aérea. Não conseguimos”, cobrou o técnico.

“Era uma oportunidade boa. A Ponte tem seu valor, mas o Palmeiras precisa impor mais desde o início do jogo. Entrou um pouco mole contra uma Ponte Preta que tocou a bola com facilidade. Veja a incoerência. Você está jogando com dois volantes marcadores, o Thiago e o Girotto, e, mesmo assim, a Ponte Preta jogou. O pior de tudo é que eles jogaram e não conseguimos quando tivemos a bola”, seguiu lamentando.

Conteúdo Patrocinado