Após perder consecutivamente para Ponte Preta e Corinthians no Palestra Itália, Oswaldo de Oliveira encontrou dificuldades para vencer o Palmeiras superar a previsível retranca do Rio Claro. O técnico admite se complicar nessas condições. Mas, nesta quarta-feira, o recém-contratado meia Robinho, escalado como volante, o ajudou a organizar o time.
“No primeiro tempo, ele não conseguiu se posicionar como queríamos, ficou um pouquinho de dúvida na articulação entre ele e o Alan. Até por uma sugestão do próprio Robinho, conseguimos organizar melhor”, contou o treinador, que viu Robinho se ajustar no meio-campo e encaixar Alan Patrick, autor de duas assistências na vitória por 3 a 0.
“Se não tivermos espaço para usar a velocidade, teremos dificuldades para encontrar o caminho rapidamente. Encaramos este bloqueio até nos amistosos, vai durar um pouquinho, mas vamos nos habituar. Hoje (quarta-feira) foi uma etapa, e vamos gradativamente vencendo estes obstáculos”, apostou o treinador, elogiando o rival para destacar os três pontos somados nesta noite.
Técnico não sabia como superar a previsível postura ofensiva do Rio Claro até Robinho agir - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
“Equipes como a do Rio Claro têm jogadores rodados, habituados ao campeonato, não se assustam em jogar contra os grandes. É sempre uma tarefa difícil furar o bloqueio. No segundo tempo, com o ajuste no meio de campo, a equipe se comportou melhor, desenvolveu e fez as viradas de bola para ter chance de marcar os gols”, analisou.
A preocupação de Oswaldo de Oliveira foi controlar os nervos do time, mais pressionado com as derrotas, principalmente no Derby do último domingo. O próprio treinador precisou se conter para escolher corretamente – e acabou abrindo mão do xingado atacante Maikon Leite, de titular no clássico a nem relacionado nesta quarta-feira.
“Precisamos fazer da melhor maneira, da maneira mais fácil. Procuro não deixar a ansiedade me abater, me contagiar. Tem que manter o equilíbrio, ver as coisas com clareza para fazer as escolhas e medir responsabilidades”, ensinou, agradecendo o barulho positivo dos torcedores.
“É difícil regular o torcedor. Essa espontaneidade é um diferencial. Sempre fui admirador da torcida do Palmeiras, já estive do outro lado nestes anos todos como adversário. Fazem barulho, são muito guerreiros e emocionados, não vejo como controlar isso. Minha expectativa é que façam como fizeram hoje, estimulando e aplaudindo o tempo todo, aplaudindo. Isso dá um gás, uma força muito grande”, declarou.