Presidente do Flu ofende árbitro e Prass sugere punição a dirigentes

São Paulo, SP

22-10-2015 02:03:34

Após vencer o Palmeiras por 2 a 1, mas sofrer um gol por pênalti sofrido e convertido por Zé Roberto, o presidente do Fluminense saiu do Maracanã esbravejando contra o árbitro Leandro Pedro Vuaden. Peter Siemsen ofendeu o juiz, falou em escândalo e exigiu a renúncia do presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Correa.

“O Sérgio Corrêa deveria renunciar. Se não renunciar amanhã (quinta-feira), será uma vergonha. O árbitro, prejudicou demais. Mata-mata não pode ter árbitro fraco, ruim. Isso é inaceitável. Espero que o Sergio renuncie porque a cota dele, como chefia de arbitragem, acabou”, disse, incomodado com o pênalti a ponto de admitir ter ofendido o árbitro na saída do campo.

“É um escândalo. Vi e revi o lance várias vezes e não houve nem cheiro de pênalti. Até perdi a cabeça na saída de campo e fui agressivo verbalmente com o árbitro. Fui duro mesmo. Não posso repetir aqui o que disse”, falou o mandatário, saindo do estádio sem responder outras perguntas.

Na súmula, Vuaden descreveu as ofensas. “O presidente do Fluminense veio em minha direção proferindo aos gritos as seguintes palavras: ‘safado, ladrão, pilantra, seu filho da p..., fazedor de resultado, você apita para os ricos. Eu te conheço de outros tempos, você é a vergonha da arbitragem’. Informo ainda que o citado veio correndo em minha direção, sendo contido pelo policiamento. No que ingressávamos no vestiário, identificamos o senhor Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Fluminense, que proferiu as seguinte palavras: ‘safado, ladrão, filho da p..., pode colocar na súmula, você veio f... o fluminense’. O mesmo foi contido pelo policiamento”, contou o árbitro.

As ofensas fazem Fernando Prass pedir a punição aos dirigentes. “Quando fizeram as arenas, tinha aquele problema da proximidade do torcedor, de não ter mais a contenção, muita gente ficou preocupada e se criou um regulamento em que qualquer copo jogado é punido com perda de mando de campo, e não se vê mais isso. Enquanto não se criar um regulamento que puna o clube com perda de mando quando qualquer dirigente afrontar o juiz na saída do campo, não vai mudar nada. Infelizmente, no Brasil, se educa pelo rigor da punição”, afirmou o goleiro do Palmeiras.

“Não sei se o árbitro errou ou não, não tenho a mínima condição de dizer pela distância que estava. Mas, se errou contra o Fluminense, também errou contra o Palmeiras no jogo passado. O problema da arbitragem no Brasil não é de desonestidade ou mau-caratismo, é a falta de uma condição melhor e qualidade técnica melhor. Se for levantar os erros contra todas as equipes, fica tudo mais ou menos equilibrado”, prosseguiu Prass.

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