Goleiro apontou outros erros, inclusive da arbitragem, em lance do gol do São Paulo no clássico (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Uma falha individual do zagueiro Thiago Martins possibilitou a Paulo Henrique Ganso marcar o gol da vitória do São Paulo sobre o Palmeiras, neste domingo, no Morumbi. O goleiro Fernando Prass, grande destaque do Verdão na partida, preferiu poupar o jovem defensor, apontando outros erros no lance que originou o tento tricolor.
“Tem dois tipos de futebol. Tem o da torcida e o que nós profissionais vemos. Se você analisar o lance com critério, vai ver que teve uns quatro ou cinco erros, nossos e da arbitragem. Tudo isso resultou no lance final que foi o gol. Não adianta a gente analisar só a parte final do lance. Qualquer um erra. São erros que acontecem e vão acontecer. Eu já errei muitas vezes, isso é inerente ao jogo”, comentou o arqueiro em entrevista coletiva nesta segunda-feira.
“Ele (Thiago Martins) fez um jogo normal, do mesmo nível que estava fazendo, e pela nossa postura ele se sentiu desconfortável, teve que marcar na lateral jogadores rápidos, com drible curto e o campo inteiro pra correr. Dentro do possível, se portou bem”, acrescentou Prass, sobre a sequência do zagueiro após a falha.
Autor de diversas defesas no segundo tempo que evitaram uma derrota mais dolorida para o rival do Morumbi, Prass saiu de campo por cima. No entanto, minimizou os feitos próprios e lamentou o resultado negativo, especialmente pela atitude ofensiva que a equipe tentou imprimir na etapa final.
“É óbvio que tem um lado de satisfação por ter feito as defesas e mantido a equipe no jogo, e a gente teve o jogo em aberto até o fim. Tivemos algumas chances, não tanto quanto queríamos, até pela postura que tivemos em questão de posicionamento. Mas é jogo de Brasileiro, na casa do adversário. É óbvio que não contávamos com a derrota, mas agora temos que focar no Grêmio e buscar a vitoria em casa”, disse o goleiro, de olho no duelo de quinta-feira, contra o Grêmio, no Pacaembu.
Apesar da derrota contra o São Paulo, Prass mostrou otimismo em relação ao trabalho e as variações que o técnico Cuca vem implantando na equipe. Variações que, para ele, exigem paciência e tempo, e não se impõem num passe de mágica.
“A gente tinha uma estratégia de jogo que não deu certo por inúmeros fatores. É uma das coisas que temos que melhorar. Isso eu falei quando voltamos de Atibaia (antes da primeira rodada do Brasileiro, contra o Atlético-PR). Não existe mágica no futebol. Cuca está trabalhando, demos uma resposta boa na estreia e agora temos as variações. O trabalho do Cuca começa a ser plantado e começamos a ter as variações. Temos que trabalhar, aproveitar o tempo que tem no campo, corrigir e melhorar essas situações”, destacou Prass.
* Especial para a Gazeta Esportiva