Prass fica “meio atordoado”, chora e puxa o hino palmeirense no Palestra

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IMAGENS DO TÌTULO DO PALMEIRAS NA COPA DO BRASIL DE 2015 - Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Sucessor de Marcos confirmou a sua condição de ídolo do Palmeiras (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Sucessor de Marcos confirmou a sua condição de ídolo do Palmeiras (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Fernando Prass se firmou definitivamente na história do Palmeiras na noite desta quarta-feira. Foi do goleiro o último gol da disputa de pênaltis com o Santos, no Palestra Itália, que sacramentou a conquista da Copa do Brasil.

Após estufar a rede, Prass ficou tão emocionado que quase não conseguiu se pronunciar. O goleiro chorou bastante antes de conceder entrevistas dentro de campo.

"Quando anunciaram a lista dos batedores, minha mãe deve ter tido um ataque cardíaco na arquibancada. Tenho confiança porque trabalho muito. É difícil. Falei que eu batia, ele me colocou para fechar a série e Deus quis que fosse assim", afirmou. “Estou meio atordoado. Tive que sentar para ver o que aconteceu. Vou ter que dormir e acordar amanhã de manhã para entender”, acrescentou o herói palmeirense.

Prass ainda vai demorar muito a dormir. Com as lágrimas enxugadas, ele iniciou uma interminável festa pelo título da Copa do Brasil ainda no gramado. Enrolou-se em uma bandeira do Palmeiras e até pegou um microfone para puxar o hino do clube, entoado junto com a torcida.

O jogador, segundo o técnico Marcelo Oliveira, costuma ensaiar cobranças de pênalti regularmente. “Talvez eu seja o técnico que mais treine pênaltis e a escolha é sempre pela produção. Havia alguns jogadores muito cansados, como Dudu e Robinho. O Prass bate bem, forte e variando o canto. Achei que ele podia nos dar essa alegria e disse: ‘Você vai decidir isso’. Fez seu papel muito bem e é um dos ícones dessa conquista”, elogiou.

A alegria do goleiro tinha um motivo a mais. No ano passado, ele foi um dos que sofreram bastante com mais uma ameaça de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. “Estávamos lutando para não cair. Foi muito difícil. Não que os outros não mereçam, mas aqueles que estavam aqui naquela época merecem mais. Conseguimos reerguer o Palmeiras”, celebrou o ídolo.

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