Palmeiras vê bola "a centímetros de entrar" e fala em falta de sorte

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Após só empatar por 0 a 0 com o ASA e completar três jogos consecutivos sem vitória nem gol, o Palmeiras decidiu culpar o azar. O time teve nesta quarta-feira uma de suas piores atuações na temporada, mas se apegou à pressão nos últimos 30 minutos de partida, quando o adversário – que disputa a terceira divisão nacional – já estava completamente recuado para se elogiar, mesmo diante das vaias da torcida.

“Talvez esteja faltando um pouquinho de sorte. Conseguimos jogar bem, ter posse de bola, fizemos tudo certinho, tudo o que se pede em um jogo de futebol, principalmente do meio para frente . Mas o principal do futebol é o gol. É o que está nos faltando. O que precisa ter de diferente é aproveitar as oportunidades”, comentou o meia Cleiton Xavier.

“Não tem explicação. Sabemos que está difícil. Finalizamos, controlamos a partida, mas, infelizmente, a bola não está entrando. Agora é ter tranquilidade. Precisamos achar uma forma para a bola entrar porque faltam centímetros para balançar a rede. Depois que fizermos o primeiro gol, tenho certeza de que as coisas vão fluir mais leves, naturalmente”, apostou o volante Gabriel.

O goleiro Pedro Henrique não falhou nas bolas que o Palmeiras finalizou em suas mãos e recebeu elogios

O goleiro Pedro Henrique não falhou nas bolas que o Palmeiras finalizou em suas mãos e recebeu elogios - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press

Os jogadores deixaram de usar como desculpa a postura retraída do rival, adotada por quase todos os clubes que visitam o Palestra Itália. Mas resolveram até enaltecer o trabalho do goleiro Pedro Henrique, que, na prática, esteve bem posicionado para defender bolas que o Verdão finalizava em cima de seu corpo.

“A equipe adversária veio muito recuada e fechada. Jogamos em cima o tempo todo, só no fim eles tiveram a oportunidade de fazer gol. Estamos trabalhando a bola e tentando furar o bloqueio adversário, mas não estamos conseguindo. O goleiro teve seus méritos também nas defesas”, elogiou Arouca, sem deixar de falar na sorte.

“Em outras fases, a bola batia no goleiro e entrava. É um momento delicado, os jogadores estão chateados e estamos nos cobrando. No domingo, temos o clássico e uma oportunidade de virar essa situação”, prosseguiu o meio-campista, lembrando a visita ao Corinthians, no domingo, em Itaquera, pelo Campeonato Brasileiro.

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