Palmeiras lança congresso e defende seus médicos sobre lesões

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O diretor de futebol Alexandre Mattos defendeu a comissão técnica (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O diretor de futebol Alexandre Mattos defendeu a comissão técnica (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O diretor de futebol Alexandre Mattos defendeu a comissão técnica (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Nesta terça-feira, na Academia de Futebol, ocorreu o lançamento do 1º Congresso Palmeiras de Ciências do Futebol, evento que ocorrerá entre os dias 9 e 11 de outubro na Faculdade das Américas (FAM), patrocinadora do Verdão, para debater preparação física, fisiologia, recuperação, gestão e tecnologias esportivas. E o clube organizador já começou explicando que seus médicos não são culpados pelas lesões.

“Departamento médico não machuca jogador, faz prevenção, transição e recupera. O Palmeiras vem durante alguns anos sendo massacrado nessa área, mas hoje trabalha em excelência. Temos o que há de melhor na questão humana, e o Palmeiras está providenciando a questão estrutural”, defendeu o diretor de futebol Alexandre Mattos, ciente de que problemas musculares, hoje, transformam Arouca, Cleiton Xavier e Mouche em desfalques.

“Hoje, o Palmeiras é o exemplo. É óbvio que isso não significa que não teremos lesões, mas estamos minimizando e acelerando o processo. Os atletas estão se recuperando de uma maneira agressiva e bastante eficaz. Não adianta antecipar e ter bate-volta de lesões. De uma vez por todas, vamos acabar com alguns mitos criados aqui dentro. O Palmeiras é gigante. Para se manter gigante, precisa trabalhar em excelência em todos os setores. Esse é o projeto e o que vamos fazer nos próximos anos”, prosseguiu Mattos.

Após receber críticas de alguns atletas, a Academia de Futebol passa por reformas que devem ser concluídas no ano que vem. O antigo ginásio do centro de treinamento será um hotel para concentrar os jogadores e também haverá uma área para recuperação e trabalhos físicos. Mas os processos aplicados atualmente pelos profissionais da comissão técnica viraram trunfo.

“Instituímos um protocolo de tratamento, principalmente para lesões musculares. Estamos acelerando em relação à ativação muscular, ou seja, estamos acelerando o uso da musculatura. O atleta volta mais rápido para o campo. Estamos tendo bons resultados”, disse o médico Rubens Sampaio.

Após os jogos, o trabalho é feito com base em um método chamado de recovery, com circuito de estações para recuperar a musculatura dos atletas após as partidas. “Captamos alguns recursos para acelerar a recuperação física e os atletas estão indo mais inteiros para os jogos e com a chance menor de se machucarem. Em um campeonato por pontos corridos, faz diferença ter mecanismos deste tipo. Para o ano que vem, conhecendo mais o elenco, vamos conseguir trabalhar melhor esta questão preventiva”, falou o fisioterapeuta Jomar Ottoni.

“Estamos recuperando jogadores entre 50% e 75% do tempo mais rápido do que qualquer clube no Brasil. O que levaria um mês, um mês e meio para recuperar, volta em 15 dias. Podemos dizer que o departamento médico está à frente de muitos outros do Brasil. A parte de prevenção vem em sequência e estamos chegando a um nível muito bom”, avisou o preparador físico Thiago Santi.

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