O palmeirense saiu do Palestra Itália aliviado, mas é inegável a frustração por empatar por 2 a 2 diante do Atlético-MG, conquistado com gol de Rafael Marques no último lance do jogo. A ideia era estrear no Campeonato Brasileiro, o que não ocorreu, na visão de Oswaldo de Oliveira, até porque o adversário preferiu escalar apenas reservas – o goleiro Victor foi o único titular que não ficou apenas treinando para jogar na Libertadores.
“Sinceramente preferia até que eles tivessem jogado com os jogadores que vêm jogando, porque com essa situação de considerar o time reserva eles tiveram uma proposta mais defensiva, de contra-ataque. Acredito que se jogasse a equipe que vem jogando eles partiriam mais ao ataque e nos dariam mais condições de fazer um jogo dinâmico, com mais espaços dos dois lados”, analisou o técnico.
O treinador lamentou os próprios desfalques. “As nossas dificuldades foram os jogadores que perdemos durante a semana e desde a semana passada. Tivemos vários desfalques que alteraram muito nosso ritmo de jogo. Em consequência, as alternativas para mexer na equipe também. Foi um pouco mais difícil fazer alterações”, argumentou.
Oswaldo não conseguiu criar alternativas e disse que preferia enfrentar os titulares do Galo para ter mais espaço - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O Verdão não pôde contar com o zagueiro Jackson, o volante Arouca, o meia Cleiton Xavier e os atacantes Leandro Pereira e Cristaldo, que aumentaram a lista que já tem Leandro, Allione, Mouche e João Paulo. Quem entrou em campo ainda apresentou ansiedade, o que Oswaldo também considerou importante para o rival sair na frente no placar duas vezes.
“O Atlético soube aproveitar bem isso em alguns momentos. Já no primeiro tempo, pedi a eles que tivessem calma, que não precipitassem o passe. Tivemos quatro oportunidades no primeiro tempo que precipitamos e poderíamos ter aproveitado melhor”, apontou, elogiando a luta de seus jogadores, já que poucos mostraram futebol nesta noite.
“Foi um jogo dificílimo como prevíamos, pela qualidade do adversário, dos jogadores que estavam em campo, a forma que o Atlético conduziu a parte. De qualquer forma, o Palmeiras foi valente, não desistiu e acabou por merecer o gol no fim”, comentou Oswaldo, à frente de um time que não mostrou nenhuma organização nesta primeira rodada do Brasileiro.