Futebol

Oswaldo controla euforia e avisa que Gabriel Jesus não pega o Santos

Marcos Guedes - São Paulo , SP - Brasil
08/03/2015 08:00:06

Em: Campeonato Paulista, Futebol, Palmeiras

Oswaldo de Oliveira gostou do que viu na estreia de Gabriel Jesus como profissional do Palmeiras. O treinador atendeu ao pedido da torcida para colocá-lo em campo na vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino, no Palestra Itália, e elogiou o atacante de 17 anos, mas mostrou preocupação de protegê-lo da euforia ao seu redor.

Esperança do clube, Gabriel teve bons momentos em pouco mais de 20 minutos. Houve quem lembrasse que a primeira vez de Neymar nos profissionais também foi em um 7 de março, em 2009, mas o comandante alviverde pediu calma, avisando que o garoto não será relacionado para o clássico contra o Santos, na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

“Fico um pouquinho preocupado. Sabe, acho que o entorno ainda é muito pesado para ele. Mas é bom porque ele vai criando anticorpos, né? Foi bom, eu gostei. Ele teve uma participação dinâmica, fez algumas coisas diferentes. Acho que foi um primeiro passo interessante para o Gabriel”, comentou Oswaldo.

“A gente tem uma expectativa muito positiva, muito otimista, mas temos que resguardá-lo, tomar os cuidados que são convenientes com menino da idade dele, que de repente se vê cercado dessa euforia, dessa aclamação, sem ter produzido coisa alguma. Até para ele é difícil de entender o que está se passando”, acrescentou.

O treinador apontou que Gabriel Jesus “é um garoto centrado, muito bacaninha”, apostando que ele vá lidar bem com o momento de transição para a equipe de cima do Palmeiras. Disse ainda que ele tem “duas propriedades importantes para o craque, a coragem e a humildade”, antes de reiterar que sua inserção no time será paulatina.

Gabriel Jesus é, na avaliação de Oswaldo de Oliveira,
Gabriel Jesus é, na avaliação de Oswaldo de Oliveira, “um garoto centrado, muito bacaninha” – Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
“Eu estou muito bem preparado para isso. É uma situação com que já sei lidar bastante, é recorrente na minha carreira. É uma coisa que aprendi a administrar. Sei exatamente como é essa progressão”, disse Oswaldo, citando até sua experiência com atletas em desenvolvimento no Catar.

“Se tem uma coisa que sei fazer, é observar isso. O pessoal vai ter que ter um pouquinho de calma, porque só vou fazer na hora em que achar que tenho que fazer, em que pesem a aclamação e os pedidos. Diferentemente do emocional, o treinador tem que ter o racional para controlar esse tipo de coisa”, concluiu o comandante.




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