Oswaldo admite detalhes favoráveis e cobra time por ter “tirado o pé”

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Nesta quarta-feira, Oswaldo de Oliveira encerrou dois jejuns que não aguentava mais precisar lidar: venceu seu primeiro adversário de Série A no ano e o Palmeiras encerrou tabu que já durava dez clássicos. O técnico, porém, quis se mostrar consciente. Lembrou detalhes que favorecem o seu time e até cobrou o elenco por ter diminuído o ritmo na vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo.

“É natural que, em um determinado momento, dê aquele alívio, aquela tranquilidade. Eu insistia para eles não deixarem. Você deixar Michel Bastos, Alan Kardec, Carlinhos respirarem é muito difícil. Tínhamos que acuar o São Paulo e não dar chances. Mas houve realmente um momento em que quebrou nosso ritmo”, assumiu Oswaldo.

“O Oswaldo cobrou bastante da gente ali, que poderia ter mais empenho e não ter tirado o pé do acelerador para matar mais rápido o adversário”, contou Dudu, um dos que foram alertados pelo treinador. O atacante já tinha participado da expulsão de Rafael Toloi aos sete minutos de jogo, dois minutos após o golaço de Robinho que abriu o placar, e seria provocado, como previsto.

Time de Oswaldo de Oliveira venceu pela primeira vez um time da Série A nacional em 2015

Time de Oswaldo de Oliveira venceu pela primeira vez um time da Série A nacional em 2015 - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

“Se o adversário tem um homem a menos, você precisa saber fazer esse time se espaçar, fazer a bola circular. No primeiro tempo, ainda não estava muito legal. No intervalo, conversei que tínhamos vantagens no marcador e numérica. Especialmente o Dudu, depois, foi muito provocado, mas foi muito bem, muito tranquilo, frio no momento que precisava ser, mostrou amadurecimento. E o São Paulo praticamente não chegou ao nosso campo no segundo tempo, nosso domínio foi absoluto”, analisou, admitindo vantagem logo no início do Choque-Rei.

“Tem dois detalhes muito importantes que nos favoreceram, é inegável: o gol logo no início, um gol surpreendente, que animou muito o time. Depois, a expulsão. Ficamos em vantagem numérica e psicologicamente. Isso facilitou as nossas ações. Em condições normais, poderíamos até ganhar o jogo, mas teria sido uma tarefa muito mais difícil”, admitiu.

Oswaldo, contudo, enfim enxergou importância no clássico, pelo menos para passar a ter a terceira melhor campanha do Campeonato Paulista. “Para a tabela muda muito, porque ultrapassamos o São Paulo. Se nós mantivermos isso, teremos a vantagem de jogar em casa. Isso é a coisa mais importante. Continuo considerando um jogo normal, como outro qualquer, não foi decisivo. Foi um jogo com eventualidades muito importantes”, comemorou.

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